Silhueta da mulher

Luz em Kiev

2020.09.27 19:12 leodellapasqua Luz em Kiev

Gente preciso de ajuda, eu tenho salvo essa história de Kiev mas não encontro ela em nenhum lugar, eu gostaria de encontrar o criador dessa história se puderem me ajudar segue a baixo a história
Luz em Kiev
sec 2002 meu nome não importa estou aqui pra contar uma história da minha familia tenho descendência alemã e meu falecido avô lutou na guerra ele voltou meio pirado, sabe? é comprovado que alguns soldados voltam com trauma da guerra mas ele foi diferente ele nunca mais falou e nunca mais piscava o olho os olhos sempre pareciam que procuravam alguma coisa e ele nunca andou sem a Lüger dele eu nunca vi ele sem aquela pistola voltando a historia é da familia, mas quem contou a primeira vez foi um amigo dele, que lutou junto só eles dois sobraram o amigo dele também tava abalado se matou alguns meses depois de voltar pra casa mas vamos começar tudo começou na invasão da Rússia meu avô era parte de um pelotão condecorado, eles tinham lutado na Polônia e na França e quase ninguém tinha morrido eles eram respeitados por todo mundo, até os soldados de elite viam eles como iguais por causa dessa fama, os planos mais difíceis ficavam com o pelotão do vovô mas até aí tudo bem a invasão começou eles estavam destroçando os russos e já estavam lutando a algumas semanas um dia contataram o comandante do pelotão tinha um floresta em um pântano soviético perto de Kiev todo mundo que entrava lá não voltava então ne lá foram eles falaram que quando chegaram lá na frente todo mundo se arrepiou não passava nenhuma luz na floresta o ar parecia mais pesado um barulho pior que o outro mas o pior, pelo que disseram era que, ocasionalmente eles ouviam gente gritar até às vezes vinham uns tiros antes e o pelotão do vovô nunca soube de onde vinha ou quem eram mas, missão era missão começaram com o básico o pelotão tinha um panzer(tanque) de estimação o nome dele era "Alt Frau" significa Velha Senhora aquele panzer e a tripulação eram vividos o tanque era cheio de furo, arranhão mas a marca dele eram as esposas de cada tripulante pintados na frente do tanque estimulava os pilotos, sabe? se acertasse o tanque, acertaria as mulheres isso motivava os caras mas voltando mandaram o tanque primeiro ficaram esperando na frente da floresta, e deixaram o tanque rodar um pouco vocês devem estar pensando "mas um tanque não atola no pântano?" eu também perguntei isso mas como eu já disse a tripulação era vivida só atolariam se errasem e eles nunca erravam o tanque começou a rodar de noite o pelotão fez um acampamento na beira e esperou só ouviam o barulho do motor a floresta não fazia som nenhum passou algumas horas, e só o som do motor os soldados ja tinham até acostumado por isso estranharam quando tudo ficou quieto o tanque parou e o motor foi desligado todo mundo se entreolhou a Velha Senhora achou alguma coisa e ficou muito tempo assim os homens ficaram nervosos ansiosos a floresta continuava quieta apenas o estalar da fogueira quebrava o silêncio então o grave som de uma explosão o tanque disparou eles ouviam a MG34 do tanque disparando e não parava olharam pra floresta, e viam alguns clarões dos tiros e ouviam o comandante gritando se eram ordens ou não, ninguém sabia mais um tiro do canhão a MG não parava de atirar e então silêncio os clarões pararam a MG parou o canhão não disparou mais o motor não ligou silêncio o mais puro e tortuoso silêncio os soldados estavam nervosos uns suavam, outros seguravam a arma com força alguns ja tinham comecado a orar, baixinho e um grito ecoa pela floresta um grito de dor, sofrimento passou cortando por nós dentro da gente despertando medo agonia terror. um grito de desespero. quase animalesco o canhão dispara mais uma vez para nao mais aquela noite. os homens esperavam a ordem era o panzer voltar ao amanhecer nenhum de nós teve a coragem de dormir seja por medo ou respeito ao tanque ninguém dormiu . . . meio dia. o tanque não voltou o clima entre o pelotão tava ruim quase ninguém falava se falassem era um cochicho muito baixo e continuou assim até o anoitecer quando chegaram novas ordens agora a infantaria ia la dentro todos se olharam mas ordem é ordem prepararam as coisas e foram 50 soldados entraram na floresta e foram avançando estranhamente, os passos não faziam barulho não havia o farfalhar das folhas os galhos quebrando não havia som algum. só pararam de andar quando ficou escuro mas tão escuro, que não dava pra ver a própria arma ninguém tinha se atrevido a acender um sinalizador >para conseguir enxergar então meu avô falou, pela primeira vez desde que os soldados entraram ele apenas chamou os homens pra perto e quem tivesse acendesse um sinalizador ouviram o raspar do pavio do sinalizador três vezes a luz vermelha ia ficando mais forte e foram chegando perto uma da outra os soldados que seguravam a luz sentaram e esperaram os outros chegar também meu avô chegou sentou mais alguns chegaram e ninguém falou nada a luz estava estranha ela estava muito forte mas não iluminava eles conseguiam enxergar só os companheiros e vagamente, ainda os sinalizadores estavam apagando e só tinham 6 soldados eles nem se perguntaram nem se tocaram so formaram um círculo e acenderam mais um sinalizador não falaram nada então uma risada bem longe nada grotesco, ou histérico uma risada comum aquela risada, de quando contam algo engraçado pra você bem calma, a risada ia chegando perto os homens prepararam as armas não dava pra saber de onde vinha só que chegava perto até que o dono da risada apareceu atrás do vovô era um soldado russo todo maltrapilho roupa rasgada todo sujo e ria olhando pra luz sem tirar os olhos dela ria, igual criança quando ganha presente mas seus olhos não sabiam dizer se era felicidade ou loucura mas ele chorava ria e chorava a boca ria, expressava felicidade mas os olhos você via apenas loucura então ele parou de rir mas manteve o sorriso no rosto e disse algo em russo bem baixinho e passou a mao na cabeça do vovô igual quando você faz carinho em uma criança que está triste bem calmo, bem leve ele andou um pouco para trás com o sorriso no rosto puxou uma pistola do coldre e apontou pra própria cabeça e repetiu as palavras de antes então puxou o gatilho. ele não fez barulho quando caiu no chão. os soldados se olharam levantaram a risada do russo presa a cabeça deles o sorriso gravado na mente mas só o meu avô estava com medo ele era o único que falava russo e foi o único que entendeu "Luz. É bonita. Pena que acenderam" e eles continuaram a andar. . . . horas se passaram andando às cegas sem ver onde pisavam quando meu avô bateu em alguma coisa e caiu no chão deu um grito pra avisar que achou alguma coisa mas não pediu pra acender a luz. foi apalpando a coisa era de metal e grande sentiu uns arranhões era a Velha Senhora. não aguentou mandou acender um sinalizador talvez essa seja a coisa que ele mais se arrependa >em toda a guerra. alguém do lado dele acendeu e ele pode ver o gigante de ferro cheio de corpos em cima. um ja estava caído no chao os outros pareciam que estavam querendo fugir estavam mutilados destroçados e havia pânico nos seus rostos. subiram no panzer foram ver la dentro e, quando o vô abriu a escotilha alguém gritou. o piloto ainda estava la dentro com a perna mutilada e uma pistola na mão seus olhos expressavam loucura. ele não falava. o soldado do sinalizador chegou mais perto pra ver e inclinou o sinalizador pra ver lá dentro o piloto se apavorou começou a gritar pra apagar, enquanto se contorcia >pra tirar o sinalizador da mão dele o soldado se afastou, meio assustado enquanto o piloto ficava cada vez mais apavorado pedindo para apagar meu avô tentava acalmar o piloto mas ele se debatia, gritava, xingava então ele pegou a arma e atirou no soldado. meu avô gritou e apontou a própria arma pro piloto enquanto o corpo do outro soldado caía do tanque o piloto parou de gritar só chorava e no meio do pranto, perguntou, bem baixinho "por quê vocês acenderam?" e ficou chorando e repetindo até que alguma coisa balançou o tanque todo mundo se calou os soldados que restavam, prepararam as armas em volta do tanque silêncio ouviram uma respiração pesada de dentro do tanque ouviam um suave farfalhar como se alguma coisa estivesse se arrastando o piloto olhou para cima para meu avô só havia tristeza em seus olhos "corra. Por favor." e ficou repetindo meu avô estava paralisado o piloto é puxado para o fundo do tanque para a escuridão ele começou a gritar, enquanto disparava com a pistola meu avô pulou do tanque e começou a correr os outros seguiam ele correndo e, no meio da correria o piloto parou de gritar. parou de atirar. e o sinalizador no chão ao lado do corpo do soldado. . . . correram por muito tempo só pararam quando não aguentaram mais correr tentaram se encontrar na escuridão quando finalmente encontrou alguém acenderam um sinalizador o coração do meu avô parou só pensava no que o russo e o piloto disseram olhou em volta só tinham mais dois além dele se perderam dos outros? sentaram no chão meu avô tirou a ração de combate da mochila e começou a comer não porque queria ele estava sem fome nenhuma mas ele precisava os outros fizeram o mesmo. comiam, olhando pra luz em silêncio. . . . ouviram gritos e tiros parecia um outro grupo levantaram correndo e foram na direção dos tiros o tiroteio continuava mas quanto mais perto eles chegavam mais raros ficavam os sons quando chegaram lá ja não tinha mais nada. de repente um pouco a frente deles um soldado alemão acendeu um sinalizador estava sangrando, mancando com a arma na mão jogou o sinalizador no chão seus companheiros estavam no chão mortos. dilacerados. olhava em volta aflito meu avô e o grupo dele olhavam de longe o soldado continuava procurando alguma coisa deu uma rajada na floresta e, em um piscar de olhos alguma coisa grande pulou da floresta antes que ele se virasse ja tinha sido levado à escuridão não teve tempo nem de gritar. agora havia apenas um sinalizador e corpos no chão. silêncio. . . . meu avô apoia no ombro do seu amigo e o sinaliza para ir eles se viram dão de frente com o outro soldado ele continua olhando pra frente os olhos arregalados nem se mexe meu avô o chama ele nao se mexe chamou novamente sem resposta meu avô puxa ele ele cai no chão suas costas estão abertas atrás dele alguma coisa grande essa parte ninguém sabe sempre que tentavam falar meu avô chorava e o amigo dele travava eles nunca conseguiram falar disso. pelo que sabíamos, por alguns desenhos era gigante tinha pelos escuros mas era esquelética não tinha olhos e dentes do tamanho de uma mão. ao vê-lo eles travaram ninguém se mexia o medo os impedia de mexer qualquer músculo a coisa chegou perto do vovô e se inclinou chegou perto do rosto dele muito perto aquilo não fazia som nenhum só estava ali parado o sinalizador começou a apagar e nenhum dos três se mexia até ficar a escuridão total e a coisa a centímetros do rosto do vô ficaram ali sem se mexer no silêncio. . . . não sabem quanto tempo passou mas uma hora ouviram vozes distantes mas vozes e uma luz vermelha ao longe fraca mas o suficiente para ver a silhueta daquilo ainda parada ali então, ela se virou e foi na direção da luz. lentamente até sumir entre as árvores. e eles continuaram ali parados. só acordaram com os gritos e os tiros vindos da direção da luz começaram a correr inconcientemente, só corriam meu avô parou quando uma luz o cegou e sons muitos esperou os olhos acostumarem e olhou em volta saiu da floresta. alguns instantes depois, seu amigo mas o vô não riu nem chorou nem falou nada ele não expressava nada estava sério com os olhos levemente arregalados e ficou assim até o último dia de sua vida preso naquele momento naquele infernal momento que ele nunca mais esqueceu
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2020.09.21 04:57 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 9)

Vamos fechar A Tormenta de Espadas.
Assim como ocorreu com a tomada de Ponta Tempestade, Stannis tem muitas recompensas narcísicas ao ajudar a Patrulha da Noite. Ele se instala na Torre do Rei (que não é nenhum trono de ferro, mas já significa algo), consegue uma vitória esmagadora, captura centenas de prisioneiros, enxerga oportunidades nos castelos e terras abandonados da Patrulha e encontra Jon Snow.
Sim, Jon Snow é tratado pelo Rei de Pedra do Dragão como um sinal de R’hllor, pois seus planos inicias limitavam-se em chegar até a Muralha:
Pode ser que me engane com você, Jon Snow. Ambos sabemos o que se diz dos bastardos. Poderá faltar a você a honra de seu pai, ou a perícia de seu irmão com as armas. Mas é a arma que o Senhor me deu. Encontrei-o aqui, tal como você encontrou o esconderijo de vidro de dragão aos pés do Punho, e pretendo usá-lo. Nem Azor Ahai venceu sozinho a sua guerra.
(ASOS, Jon XI)
Stannis também está novamente em seu ambiente, se preparando para uma guerra. Em vez de estar sentado, isolado, derrotado e tendo que decidir se sacrifica uma criança para realizar uma antiga profecia, Stannis está ouvindo relatos de primeira mão de pessoas que viram o inimigo em carne (gelo) e osso. Até pelo Portão Negro o rei se interessa.
Diferentemente de estar apático e entregando o controle dos homens a outras pessoas (como estava fazendo em Pedra do Dragão), Stannis volta a seu papel de comandante com punho de ferro. Os homens da Patrulha notam facilmente a diferença entre os homens do Rei e os homens da Rainha:
Aqueles eram homens do rei, porém; Sam rapidamente tinha aprendido a diferença. Os homens do rei eram tão terrenos e ímpios como quaisquer outros soldados, mas os da rainha eram fervorosos na sua devoção a Melisandre de Asshai e ao seu Senhor da Luz.
(ASOS, Samwell IV)
O sabor da vitória na Muralha também reaviva o senso de justiça de Stannis.
O Rei Stannis mantém bem os seus homens na mão, isso é evidente. Deixa-os saquear um pouco, mas só ouvi falar de três selvagens estupradas, e os homens que o fizeram foram todos castrados.
(ASOS, Samwell IV)
Vestido como um homem comum da Patrulha da Noite, pode-se dizer que o rei está de volta a sua confortável simplicidade. Entretanto, ainda usa um broche com seu coração flamejante.
Estava vestido com os mesmos calções, túnica e botas negras que um homem da Patrulha da Noite usaria. Só o seu manto o distinguia: um pesado manto dourado forrado de peles negras, e preso comum broche coma forma de um coração flamejante.
(ASOS, Jon XI)
Eu não saberia afirmar com certeza, mas ao falar apenas do pequeno broche sem mencionar a coroa, GRRM nos dá a impressão de que Stannis estaria menos disposto a ostentar símbolos religiosos que causassem estranheza. De fato, Stannis chega a Castelo Negro portando dois estandartes, um da Casa Baratheon e outro com o coração flamejante.
Flutuando sobre eles vislumbravam-se os maiores estandartes vistos até então, estandartes reais grandes como lençóis; um amarelo com longas pontas, que exibia um coração flamejante, e outro que era como uma folha de ouro martelado, com um veado negro empinando-se e ondulando ao vento.
Robert, pensou Jon durante um momento louco [...]
(ASOS, Jon X)
Eu não duvidaria que a idéia de usar ambos os estandartes tenha vindo de Davos, pois ele já observara que o veado coroado poderia funcionar para elevar o moral dos aliados da Casa Baratheon e intimidar inimigos:
No topo das ameias da Fortaleza Vermelha flutuavam os estandartes do rei rapaz: o veado coroado de Baratheon no seu fundo dourado, o leão de Lannister sobre carmim. […] O coração flamejante estava por toda parte, embora o minúsculo veado negro aprisionado nas chamas fosse pequeno demais para se ver. Devíamos ter hasteado o veado coroado, pensou. O veado era o símbolo do Rei Robert, a cidade rejubilaria ao vê-lo. Esse estandarte de um estranho só serve para colocar os homens contra nós.
(ACOK, Davos III)
Entretanto, convém observar que, aparentemente, o estandarte Baratheon clássico é maior do que o Coração Flamenjante:
O grande, o dourado com o veado preto, é o estandarte real da Casa Baratheon – disse Sam para Goiva, que nunca antes tinha visto bandeiras. – A raposa comas flores são da Casa Florent. A tartaruga é de Estermont, o peixe-espada é de Bar Emmon e as trombetas cruzadas pertencem aos Wensington.
São todos brilhantes como flores. – Goiva apontou. – Gosto daqueles amarelos, como fogo. Olhe, e alguns dos guerreiros têm a mesma coisa nas blusas.
Um coração flamejante. Não sei de quem é esse símbolo.
Descobriu bastante depressa.
(ASOS, Samwell IV)
O que isso quer dizer? Provavelmente nada, afinal Stannis ainda está firme me sua aliança com Melisandre.
Homens da rainha – disse-lhe Pyp […] -– mas é melhor que não ande por aí perguntando onde está a rainha. Stannis deixou-a em Atalaialeste, coma filha e a frota. Não trouxe mulher nenhuma além da vermelha.
(ASOS, Samwell IV)

É como dizem. Esta é que é a sua verdadeira rainha, e não aquela que deixou em Atalaialeste.
(ASOS, Jon XI)
O rei ainda fala em entregar prisioneiros às chamas como método de execução:
– Enquanto seus irmãos tentam decidir quem deve liderá-los, eu tenho falado com este Mance Rayder. – Rangeu os dentes. – Um homem teimoso, esse, e orgulhoso. Não vai me deixar outra escolha a não ser entregá-lo às chamas.
(Jon XI)
Inclusive, quando Jon Snow aponta que seus votos o impedem de aceitar a oferta de Stannis, Melisandre apresenta argumentos inteiramente baseados em sua fé e ainda fala em queimar represeiros, em um gesto explícito de intolerância religiosa, sem que Stannis lhe faça qualquer reprimenda.
R’hllor é o único deus verdadeiro. Um juramento prestado a uma árvore não tem mais poder do que um juramento prestado aos seus sapatos. Abra o coração e deixe que a luz do Senhor entre nele. Queime esses represeiros e aceite Winterfell como presente do Senhor da Luz.
(ASOS, Jon XI)
Então por que Stannis fica desconfortável quando Melisandre declama diante dos homens da Patrulha que ele é Azor Ahai renascido?
[...] todos pareceram surpreendidos ao ouvir Meistre Aemon murmurar:
A guerra de que fala é a guerra pela alvorada, senhora. Mas onde está o príncipe que foi profetizado?
Ele está na sua frente – declarou Melisandre –, embora não tenha olhos para ver. Stannis Baratheon é Azor Ahai regressado, o guerreiro do fogo. Nele, as profecias cumprem-se. O cometa vermelho ardeu no céu para anunciar a sua vinda, e ele traz a Luminífera, a espada vermelha dos heróis.
Sam viu que as palavras dela pareceram deixar o rei desesperadamente desconfortável. Stannis rangeu os dentes e disse:
Chamaram, e eu vim, senhores. Agora têm de sobreviver comigo, ou morrer comigo. É melhor que se habituem a isso.
(ASOS, Samwell V)
A resposta mais óbvia é a de que ser a reencarnação de um herói mítico o lembra dos problemas que ele enfrentou aproximadamente 1 mês antes em Pedra do Dragão, envolvendo o sacrifício de Edric Storm.
Como dito acima, Stannis parece estar confortável em seu antigo papel de comandante militar e rei. Nós vimos a mesma coisa acontecer após a morte de Renly. O que trouxe Stannis à Muralha foi mais o senso do dever do que as previsões de Melisandre.
Sim, devia ter vindo mais cedo. Se não fosse o meu Mão, poderia nem sequer ter vindo. Lorde Seaworth é um homem de nascimento humilde, mas recordou-me de meu dever, quando tudo aquilo em que eu conseguia pensar era nos meus direitos.
(ASOS, Jon XI)
Aparentemente, Davos foi muito competente em conciliar os deveres de Stannis como herói com suas obrigações como rei sem envolver de maneira alguma a profecia de Azor Ahai:
Tinha posto a carroça antes dos bois, disse Davos. Estava tentando conquistar o trono para salvar o reino, quando devia estar tentando salvar o reino para conquistar o trono. – Stannis apontou para o norte. – É ali que encontrarei o inimigo que nasci para enfrentar.
(ASOS, Jon XI)
Esta versão agnóstica de seu propósito de vida parece ter agradado bastante Stannis e se projeta para o futuro da história, como veremos em A Dança dos Dragões. Por isso os discursos de Melisandre sobre profecias orientais parecem um pouco fora do contexto quando ele fala aos irmãos negros.
É interessante notar também que pode ser simplesmente que Stannis continue cético quanto a ser Azor Ahai. Principalmente depois que Melisandre deixou ser enganada por Davos, bem de baixo de seu nariz. Aliás, se o cavaleiro das cebolas refletisse sobre o que a própria Melisandre lhe disse sobre o dom para ver as chamas, poderia até alegar para Stannis que a visão que ele viu no fogo deveria ser uma farsa. A sacerdotisa diz que a leitura das chamas requerem anos de prática e zomba de sor Axell por ter-se dito capaz (talvez porque tenha sido ela quem forjou imagens nas chamas enquanto mostrava a ele):
– O fogo é uma coisa viva – a mulher vermelha tinha dito, quando lhe pediu que o ensinasse a ver o futuro nas chamas. – Está sempre em movimento, sempre em mudança... como um livro cujas letras dança me se movimentam mesmo enquanto se está tentando lê-las. São precisos anos de treino para ver as silhuetas por trás das chamas, e mais anos ainda para aprender a distinguir as silhuetas daquilo que irá acontecer das que mostram o que poderá acontecer ou o que já aconteceu. Mesmo então, é difícil, difícil. Vocês, os homens das terras do poente, não compreendem. – Davos perguntou-lhe então como Sor Axell tinha aprendido tão depressa o truque, mas ao ouvir isso ela limitou-se a dar um sorriso enigmático e dizer: – Qualquer gato pode fitar uma fogueira e ver ratos vermelhos brincando.
(ASOS, Davos VI)
Porém, eu não acredito que seja o caso. Davos não deve ter feito esta conexão. Caso contrário, o comportamento de Stannis seria outro. O Baratheon do meio tem uma tolerância pequena a ser feito de bobo.
Os homens da Patrulha aprendem isso rapidamente com a eleição do novo Lorde Comandante. A demora na escolha deixa o rei furioso a ponto de Stannis fazer diversas ameaças e gestos tolos de vingança, como quando ele deixa os homens da Patrulha ajoelhados por muito tempo sem dar licença para que eles levantem da saudação.
O rei estava zangado. Sam viu-o de imediato. Enquanto os irmãos negros entravam, um a um, e ajoelhavam na sua frente, Stannis afastou o café da manhã de pão duro, charque e ovos cozidos, e olhou-os friamente. A seu lado, a mulher vermelha, Melisandre, parecia achar a cena divertida.
O Rei Stannis manteve os irmãos negros de joelhos durante um tempo extraordinariamente longo.
(ASOS, Samwell V)
O rei também já havia confidenciado a Jon Snow que iria sovar o novo Lorde Comandante a fim de instalar os selvagens na Dádiva:
Vou instalá-los na Dádiva, depois de arrancá-la de seu novo Senhor Comandante.
(Jon XI)
E completa:
Não sou um homem paciente, como os seus irmãos negros estão prestes a descobrir.
(Jon XI)
Mais tarde, Samwell usa estes posicionamento de Stanis para criar um boato de que o rei pretende ele mesmo nomear o próximo Lorde Comandante. Mas não só ele. Os rumores também estão sendo utilizados pelos apoiadores de Janos Slynt.
Se permitirmos que Stannis escolha nosso Senhor Comandante, transformamo-nos em seus vassalos em tudo menos no nome. Não é provável que Tywin Lannister se esqueça disso, e você sabe que será Lorde Tywin quem vai ganhar no fim. Já derrotou Stannis uma vez, na Água Negra.
(ASOS, Jon XII)
Porém, Stannis realmente planejava interferir na eleição da Patrulha?
O rei de Pedra do Dragão fez algumas ameaças contundentes aos irmãos negros que parecem indicar que ele está realmente disposto a interferir nas escolhas da Patrulha.
[...] Seus irmãos escolherão um Senhor Comandante esta noite, caso contrário eu farei desejarem que tivessem escolhido.
(ASOS, Samwell V)
Até mesmo depois de que o processo estava acabado, Stannis continuava ameaçando remover Jon do cargo caso fosse contrariado.
[…] Disseram-me que você é o nonocentésimo nonagésimo oitavo homem a comandar a Patrulha da Noite, Lorde Snow. O que você acha que o nonocentésimo nonagésimo nono diria sobre esses castelos? A imagem de sua cabeça em uma lança poderia inspirá-lo a ser mais prestativo. – O rei pousou sua brilhante espada sobre o mapa, ao longo da Muralha, o aço brilhava como a luz do sol na água. – Você só é Senhor Comandante com meu consentimento. É bom que se lembre disso.
(ADWD, Jon I)
O clima de interferência é tão intenso que isso torna verossímil os boatos que tanto Samwell quanto Alliser Thorne inventaram. Porém, também é forte entre os irmãos a noção de que a interferência é ilegal, como afirma Denys Mallister.
Concordo que seria um dia negro na nossa história se um rei nomeasse o nosso Senhor Comandante.
(ASOS, Samwell V)
Então como explicar que uma pessoa reta como Stannis estaria tentando fazer manobras ilegais para obter um homem que lhe fosse favorável no comando da Patrulha? A resposta é bastante óbvia: ele não está.
Stannis sabe que, se quisesse, poderia facilmente dobrar a Patrulha.
Eu tenho três vezes mais homens do que vocês. Posso ocupar as terras, se quiser, mas preferiria fazer isso legalmente, como seu consentimento.
(ASOS, Samwell V)
Todo este som e fúria de ameaças e protestos são o modo que Baratheon encontrou de fazer com que a burocracia dos irmãos negros não atrapalhe a campanha que ele mal iniciou.
A Senhora Melisandre disse-me que ainda não escolheram um Senhor Comandante. Estou descontente. Quando tempo mais esta loucura vai durar? […] Tenho cativos cujo destino deve ser decidido, um reino que precisa ser posto em ordem, uma guerra a travar. Escolhas têm de ser feitas, decisões que envolverão a Muralha e a Patrulha da Noite. Por direito, o seu Senhor Comandante deveria ter algo a dizer nessas decisões. [...] Se por acaso Lorde Janos aqui for o melhor que a Patrulha da Noite tema oferecer, rangerei os dentes e engolirei esse fato. Não me importa nada quem de seus homens será escolhido, desde que façam uma escolha.
(ASOS, Samwell V)
O rei fala isso mais de uma vez.
Poupe-me de sua bajulação, Janos, que não lhe servirá de nada. […] – Não é meu desejo imiscuir-me em seus direitos e tradições.
(ASOS, Samwell V)
Quanto a Stannis ter mostrado inclinação a retirar seu consentimento com a escolha de Jon, literalmente ameaçando matá-lo, deve ser observado que Stannis poderia ter cumprido suas ameaças naquela oportunidade, mas não o fez. Baratheon provavelmente estava querendo descontar a rasteira sofrida Jon ter sido eleito antes mesmo de aceitar ou negar a oferta de se tornar Senhor de Winterfell. Por isso, todas as ameaças que fez foram vazias, assim como são quase todas, segundo Melisandre:
A mulher vermelha desceu a escada ao lado deJon. – Sua Graça está gostando cada vez mais de você.
Percebi. Ele só ameaçou cortar minha cabeça duas vezes.
Melisandre riu.
São seus silêncios que você deve temer, não suas palavras.
(ADWD, Jon I)
Antes de encerrar as análises de A Tormenta de Espadas, eu gostaria de lhes deixar com um pequena questão que eu não soube responder:
Por que Stannis lembra Catelyn a Jon?
Mas não foi o rosto de Lorde Eddard que viu flutuando na sua frente; foi o da Senhora Catelyn. Com os seus profundos olhos azuis e a boca dura e fria, parecia-se um pouco com Stannis. Ferro, pensou, mas quebradiço. Ela o olhava daquela maneira como costumava olhá-lo em Winterfell, sempre que ele se sobrepunha a Robb nas espadas, nas somas, ou em qualquer outra coisa. Quem é você?, sempre lhe parecia que aquele olhar dizia. Este não é o seu lugar. Por que está aqui?
(ASOS, Jon XII)
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2020.09.14 04:58 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 8)

No mesmo dia em que a notícia da morte de Joffrey chega a Pedra do Dragão, Davos tira Edric Storm da ilha. Ao saber da notícia, Stannis fica abalado com a traição de sua Mão. Ele havia mantido Davos nas celas por ter ameaçado a vida de Melisandre. Naquela ocasião, a mulher vermelha vira nas chamas a ameça e lhe contou. Agora, porém, ela nem mesmo previu. Davos o traiu por debaixo do nariz até mesmo de R’hllor.
O Rei se sente cansado da sucessão de Mãos traidoras. Alester Florent quase fez um acordo de rendição com os Lannister e entregou Shireen para se casar com o abominável bastardo Tommen. O cavaleiro das cebolas o privou da única ferramenta que poderia encerrar a guerra, unir o reino e trazer dragões de volta a vida. Stannis sabe que a pena para traição é a morte, por isso mesmo ele desembainha luminífera para oferecer a Davos um pouco mais da mesma justiça que o fez perder seus dedos.
Ajoelhado, Davos então pede para ler algo, que nem Stannis ou Melisandre sabem ser a carta de meistre Aemon pedindo ajuda. Stannis concede, com os músculos do pescoço projetando-se “como cordões” de tanta raiva. O resto dos acontecimentos, não ficamos sabendo. Dez capítulos depois, Stannis está na Muralha e presumimos que as tensões em Pedra do Dragão acabaram e todo mundo se perdoou.
Mas, obviamente, não foi isso que aconteceu. A viagem de Stannis é cercada de nuances inusitadas e inescrutáveis.
Como Davos convenceu Stannis a ajudar a Patrulha?
Para muitos esta pergunta deve parecer um pouco ridícula. Parece óbvio que Stannis, após ter tido a visão com “um anel de archotes, [...] um monte alto qualquer numa floresta [...] homens de negro atrás dos archotes, e [...] silhuetas em movimento através da neve”, ele entenderia que estava olhando para a Patrulha da Noite, certo?
Talvez, mas é necessário entender que a luta de Azor Ahai não era contra os selvagens, mas sim contra um inimigo feito de escuridão, frio e morte. A visão que Stannis teve foi a de um monte alto em uma floresta e silhuetas na neve, o que de forma nenhuma coincide com o terreno de Castelo Negro.
Por outro lado, vejam que até mesmo uma pessoa com inclinações humanitárias como Davos não vê qualquer vantagem para Stannis em socorrer a Patrulha quando lê a carta pela primeira vez:
Onde está o mal em um rei selvagem qualquer conquistar o Norte? Afinal, Stannis sequer controlava o Norte. Sua Graça dificilmente podia ser acusada de não proteger pessoas que se recusavam a reconhecê-lo como rei.
(ASOS, Davos V)
Davos obviamente não faz este cálculo usando a moral como bússola. Ele provavelmente faz um cálculo político, como Mão do Rei, como alguém que conhece a cabeça de seu próprio Rei. Afinal, Stannis não tinha homens para oferecer uma ajuda real à Patrulha. Nas condições que Stannis estava, para dar uma ajuda real ele teria que ir enviar praticamente toda sua força.
Sou a Mão do Rei, certo. Stannis podia ser o Rei de Westeros no nome, mas na realidade era o Rei da Mesa Pintada. Controlava Pedra do Dragão e Ponta Tempestade e tinha uma aliança cada vez mais incômoda com Salladhor Saan, mas era só. Como podia a Patrulha ter voltado os olhos para ele em busca de ajuda? Podem não saber como ele é fraco, como a sua causa está perdida.
(ASOS, Davos V)
Sabe o que é interessante sobre isto? Quem foi que deu uma resposta igual a essa ao pedido de ajuda feito pela Patrulha? Tywin Lannister.
Tyrion lembrou-se de sua visita à Muralha [...].
[...] A Patrulha está com uma grave falta de efetivos. Se a Muralha cair...
... os selvagens inundarão o Norte – concluiu o pai – e os Stark e os Greyjoy terão outro inimigo para combater. Se, como parece, já não desejam ser súditos do Trono de Ferro, com que direito olham para ele em busca de ajuda? Tanto o Rei Robb como o Rei Balon reivindicamo Norte. Que eles o defendam, se conseguirem. E, se não conseguirem, esse Mance Rayder até pode se revelar um aliado útil.
(ASOS, Tyrion III)
Stannis divide alguns traços de personalidade com Tywin, especialmente no tocante a fachada de durões. Ambos são comandantes de guerra experientes, que preferem comandar da retaguarda, bons estrategistas e têm visões pragmáticas da política. Ambos se reconhecem como inimigos poderosos e tentam esconder suas estratégias do outro, pois têm mentalidades muito próximas. Nessa releitura, inclusive, reparei pela primeira vez que Tywin e Stannis usam a mesma expressão para avaliar Robb Stark:
Sim, pus os homens menos disciplinados na esquerda. Previ que quebrariam. Robb Stark é um rapaz verde, provavelmente mais ousado que sábio.
(AGOT, Tyrion VIII)
...
[...] O filho de Eddard Stark foi proclamado Rei no Norte e conta com todo o poderio de Winterfell e Correrrio.
Um jovenzinho verde – Stannis ironizou. – E outro falso rei. Devo aceitar um reino mutilado?
(ACOK, Prólogo)
Diante destas similaridades, me chamou a atenção que Tywin Lannister foi o único outro político a receber uma carta de apelo vinda da Muralha. Eis a resposta que ele deu a Pycelle:
Cinco reis? – o pai estava aborrecido. – Há um rei em Westeros. Esses tolos de negro podiam tentar se lembrar disso, se desejam que Sua Graça lhes dê ouvidos. Quando responder, diga-lhe que Renly está morto e que os outros são traidores e farsantes. […] – A Patrulha da Noite é formada por um bando de ladrões, assassinos e grosseirões ilegítimos, mas ocorre-me que poderiam demonstrar ser diferentes, desde que tivessem a disciplina adequada. Se Mormont está realmente morto, os irmãos negros têm de escolher um novo Senhor Comandante. […] solicite a Marsh que dê os melhores cumprimentos de Sua Graça ao seu fiel amigo e servidor, Lorde Janos Slynt.
(ASOS, Tyrion IV)
Essa deve ter sido exatamente a reação de Stannis quando Davos leu a carta. Portanto, se Davos queria estar preparado para convencer Stannis, ele deveria ter alguns argumentos na manga para mostrar que: 1) a Patrulha não quis ofender a pretensão de ninguém, apenas está desesperada; 2) São uma ordem com algum senso de honra; 3) que vale a pena salvar o Norte de uma invasão e 4) que os selvagens não são necessariamente uma ameaça.
Qual não foi minha surpresa quando notei que Davos reflete sobre todos esses argumentos no capítulo anterior a tirar Edric de Pedra do Dragão e ler a carta a Stannis e Melisandre. A história de Davos sendo aprendiz no barco de Roho Uhoris, que a primeira vista parece uma lembrança totalmente desconexa a princípio, parece ter uma função no convencimento de Stannis.
Davos sabia que Stannis ficaria ofendido pela menção ao cinco reis (“essa conversa de cinco reis teria sem dúvida enfurecido Stannis”), mas Davos sabe que se a carta também havia sido enviada a Stannis, a Patrulha deveria estar em uma situação tão desesperada que não tinham como escolher (“Só um homem esfomeado suplica pão a um pedinte”). Mas a Patrulha não sabia da situação de Stannis (“Podem não saber como ele é fraco, como a sua causa está perdida”), então, ao responder ao chamado Stannis poderia passar a impressão de força e ainda matar a fome de vitória de seus soldados.
Porém, como Tywin alegou a Patrulha é apenas um “bando de ladrões, assassinos e grosseirões ilegítimos”, por que Stannis gastaria recuros e se juntaria a este tipo de escória? É aqui que entra a história aparantemente aleatória do tyroshi em cujo barco Davos foi aprendiz.
A primeira vez em que viu a Muralha era mais novo do que Devan e servia a bordo do Gato da Calçada às ordens de Roro Uhoris, um tyroshi conhecido de cima a baixo do mar estreito como Bastardo Cego, embora nem fosse cego nem filho ilegítimo. Roro tinha passado por Skagos e entrado no Mar Tremente, visitando uma centena de pequenas angras que nunca antes tinham visto um navio mercante. Trouxe aço; espadas, machados, elmos, boas camisas de cota de malha, para trocar por peles, marfim, âmbar e obsidiana. Quando o Gato da Calçada voltou para o sul, trazia os porões repletos, mas na Baía das Focas surgiram três galés negras e pastorearam-no até Atalaialeste. Perderam a carga e o Bastardo perdeu a cabeça, pelo crime de vender armas aos selvagens.
Davos tinha comerciado em Atalaialeste nos seus dias de contrabandista. Os irmãos negros eram inimigos duros, mas bons clientes, para um navio com o tipo certo de carga. Mas apesar de ter aceitado o seu dinheiro, nunca esqueceu o modo como a cabeça do Bastardo Cego tinha rolado pelo convés do Gato da Calçada.
A história mostra que representa a Patrulha como uma ordem com uma certa noção de disciplina e justiça. Fiel no cumprimento de seu dever. Veja que o incidente ocorreu antes da vida de contrabandista de Davos, não havendo porque ninguém suspeitar que ele seria persona non grata. Ainda assim, a experiência foi marcante o suficiente para ficar na memória do cavaleiro das cebolas.
Por outro lado, a fama de bons clientes é uma sutileza interessante. Mostra que a Patrulha é aberta a negócios e não trata pessoas com ingratidão. Este tipo de julgamento de Davos deve ser capaz de aplacar qualquer medo que Stannis tivesse de seguir para o Norte, ajudar a Patrulha e, no fim, ser recompensado com ingratidão.
Todos estes detalhes soariam como música nos ouvidos de Stannis e muito possivelmente poderia neutralizar a opinião elitista que o rei certamente compartilha com Tywin.
Quanto ao convencimento de que o Norte merecia atenção, Davos buscou inspiração nas próprias palavras de Melisandre.
Quantos garotos vivem em Westeros? Quantas garotas? Quantos homens, quantas mulheres? A escuridão vai devorá-los todos, diz ela.
(ASOS, Davos V)
Assim, quando a nova Mão percebe que a visão fala sobre a Patrulha da Noite, que está no ponto mais ao Norte de Westeros, ele vê que as palavras de Melisandre prenunciam que todos ao Sul da Muralha estão indistintamente no mesmo barco. Portanto, poderia facilmente argumentar que a noção de povo que Baratheon deveria proteger com o sacrifício de Edric também incluía as pessoas que não se ajoelharam para ele. Afinal, era exatamente o que ele estava tentando fazer tendo o povo do Sul em mente.
Se Melisandre soubesse desta carta... O que foi que ela disse? Aquele cujo nome não pode ser proferido está reunindo o seu poder, Davos Seaworth. Em breve chegará o frio, e a noite que nunca termina... E Stannis teve uma visão nas chamas, um anel de archotes na neve, rodeados de terror.
(ASOS, Davos V)
sei que um rei protege o seu povo, caso contrário não é rei nenhum.
(ASOS, Davos VI)
O convencimento de que o Povo Livre não era uma ameaça, porém, não ocorreu com base neste mesmo argumento. Nós vimos Jon Snow fazer uma forte defesa de que os selvagens eram homens também, mas em nenhum momento a coisa ocorre do mesmo jeito com Stannis. Em verdade, no momento em que Davos lograsse demonstrar que o Norte precisaria ser salvo, pensar em uma parceria com Mance Rayder (como Tywin cogitou, então portanto passaria pela cabeça de Baratheon) seria um tiro no pé de Stannis. Ele sabia que os Nortenhos veriam Mance como uma ameaça constante e nenhum deles abrigaria o Povo Livre.
Assim, Davos precisava convencer Stannis de que os selvagens não eram todos clones de Mance Rayder, que era possível separar o joio do trigo. Por outro lado, uma visão humanista dos selvagens também se fazia necessária para que o rei não os visse como seres humanos e, portanto, seus súditos. Para isso, GRRM usa novamente a experiência de Davos com Roho Uhoris.
Conheci alguns selvagens quando era garoto – disse ao Meistre Pylos. – Eram ladrões razoáveis, mas ruins na pechincha. Um deles desapareceu coma nossa garota de cabine. Tudo somado, pareceram-me homens como os outros, uns bons, outros maus.
O argumento certamente convenceu Stannis, pois temos evidência de que ele já chegou em Castelo Negro com a intenção de dobrar os joelhos dos selvagens, não massacrá-los. Até o número de cativos é igual ao número de mortos. Uma quantidade enorme de prisioneiros, especialmente de um povo que não paga resgates.
Matei mil selvagens, capturei outros mil e dispersei o restante, mas ambos sabemos que eles voltarão. Melisandre viu isso em seus fogos. [...] E quanto mais nos sangrarmos uns aos outros, mais fracos estaremos todos quando o verdadeiro inimigo cair sobre nós. […] Seus irmãos não gostarão disso, não mais do que os senhores de seu pai, mas eu pretendo permitir que os selvagens atravessem a Muralha... [...] Quando os ventos frios se erguerem, sobreviveremos ou morreremos juntos. É hora de fazermos uma aliança contra o nosso inimigo comum.
(ASOS, Jon XI)
Stannis perdoou Davos?
Outra pergunta que parece ter uma resposta óbvia e ululante, mas só parece. Stannis não matou Davos, mas todas as pessoas envolvidas na extração de Edric de Pedra do Dragão foram sutilmente punidas por Stannis.
Rolland Storm e Meistre Pylos foram deixados para trás em Pedra do Dragão para tomar conta da fortaleza. Salladhor Saan somente não foi dispensado porque Stannis precisava dos navios dele para chegar a Atalaialeste, mas Stannis não deu qualquer outro passo para tentar pagar o pirata desde então, fato que pesou na decisão do liseno de abandonar Stannis.
No fim, Stannis enviou Davos em uma missão que dependia exclusivamente dos navios de Saan, um pirata a quem ele estava negligentemente negando pagamento.
Então, de certo modo, Stannis tornou-se um pouco mais negligente com Davos, o despachou para longe e passou a lhe exigir mais serviço. Uma punição tão sutil que pode nem ter sido deliberada, algo inconsciente.
Contudo, o rei não foi tão longe ao ponto de convocar os homens que estão guardando Edric em Lys.
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2020.09.10 16:51 Linpert GT do maromba caçador de fantasma

GT do maromba caçador de fantasma
/CC/
[G]OLD
>um amigo mexicano da academia me leva pra fazer leitura de mão >adentramos no local mais fedido que o banco do supino as 6 da tarde >com umas porra de incenso e caveira mexicana >umas vadia cigana ja tão de olho em nós >fodase, mulher não é proteina >uma delas se aproxima e pergunta quem quer ir primeiro >instinto de maromba que vê o aparelho livre e não quer revezar ativado >estendo a palma de minha mão e contraio o antebraço >a cigana faz uma cara de susto >começa a observar minha mão >olha no fundo dos meus olhos e me diz que tem algo me observando >claro vadia >olha o tamanho do meu braço >quem não quer observar essa porra >ela diz que é muito sério e pode ser uma presença maligna >o efeito do pré ja ta batendo >taco o fodase e saio daquele lugar >indo pra academia >um frangote fazendo qualquer porra no canto com uma anilha na mão >eu sou o hitler dos frango >a favor da segregação muscular >me afasto >de repente o frangote toma uma queda >frango burro >a anilha que tava com ele vem voando em minha direção >passa raspando na minha cabeça >sinto um arrepio na espinha >olho pro anilha no chão >anilha de 3kg >frango filho da puta >vem pra academia pra levantar 3kg >vai levantar saco de feijão em casa fdp >termino meu treino normalmente >chego em casa pra o pós-treino >pós-treino não é uma refeição seu frango inutil >é o treino que vem depois do treino da academia >batendo no saco de pancadas pra aquecer >minha mão erra o saco e atinge a parede >a parede quebra >apartamento antigo do caralho caindo aos pedaços >fodase >a sala enche de poeira >quando a poeira baixa vejo que a parede era oca e tinha algo la dentro >um cranio preto com uma vela enicma, sobre um tipo de estante >wtf >vou na cozinha e jogo um pouco de sal grosso nessa porra >minha vózinha dizia que sal grosso afasta os espiritos ou alguma coisa assim >fodase preciso treinar >continuo meu treino normalmente >termino o treino, como, tomo banho e vou dormir >mas antes vou ler uns artigos do hipertrofia.org no pc >do nada, a energia cai >começo a ouvir uns barulho vindo da cozinha >me aproximo >vejo uma silhueta preta sorrindo pra mim >ela vai em direção a minha sala de treino >sigo ela >chegando lá consigo observar a silhueta melhor >analise rapida >uma humanoide palido, nú e esqueletico >esqueletico >não tinha nem 30 de braço >frango filho de uma puta >sai da minha sala de treino porra >num rapido movimento pego a caveira preta e taco no frango fantasma >ela quebra e vira poeira, ele da um grito que ecoa pela casa toda >o grito é tão forte que eu tenho que tapar os ouvidos >depois disso eu não lembro de mais nada, só desmaiei >acordo no outro dia me sentindo bem depois do sono anabolizante >9 da matina >partiu academia >treino normalmente, mas na saída encontro a cigana me esperando >disse que sentiu energias muito fortes na noite anterior >e que eu incomodei o templo sagrado dos espiritos e que agora eles queriam vingança >eu incomodei o templo sagrado deles? >a sala de treino é o MEU templo sagrado >taco o foda-se e me dirijo pra casa extremamente puto >faço meu pós-treino e fico em casa assistindo tv o dia todo >não acontece nada >os fantasma ficaram com medo dos 43 de braço >começa a anoitecer >de repente, a televisão entra em estatica >começo a ouvir barulhos de gritos e risadas na casa toda >to puto >sinto um arrepio na espinha >olho pra trás >uma figura parecida com a que eu vi na noite anterior se arrastando em minha direção >totalmente desfigurada, e sem as duas pernas >sem as duas pernas >frango filho da puta >hoje é dia de perna >e vc me aparece sem as duas? >a furia começa a tomar conta do meu ser >ele parece sentir de alguma forma, e tentar recuar de uma maneira bizarra >tu não vai correr não >corro em direção a ele e dou uma bicuda no meio da fuça >ouço um grito ensurdecedor e a casa começa a tremer >as luzes apagam de novo >começo a ouvir mais gritos e risadas >além do frio na espinha >nesse momento ja to mais puto que vc depois de ver que fez o exercicio todo com o peso errado >começo a socar o nada >saio correndo pela casa toda socando o ar >sinto meus punhos encostando em alguma coisa >agora tu é meu frango fdp >dou uma surra em o que quer que seja que estivesse na minha frente >de repente a barulheira para e as luzes voltam >noto que estou suando >todo essa movimentação me fez catabolisar >agora é pessoal >pego uma cruz de madeira de minha familia que eu guardei embaixo da cama >penduro na parede da sala de treino >grito bem alto: "MEU PARCEIRO DE TREINO AGORA É O MANO JESUS" >vou dormir puto e não escuto mais barulhos >acordo resolvido a acabar com essa situação de uma vez por todas >depois da academia passo em uma loja de ocultismo ou coisa assim >fodase >se não é loja de suplemento eu nem quero saber o nome >compro todas essas coisas qualquer de ocultismo >fodase >se não é suplemento eu nem quero saber o nome >aproveito e passo no mercado pra comprar ums peito de frango >chego em casa putasso >a esse momento ja anoiteceu >entro na minha sala de treino protegida pelo filho de Arnold >pego um desses tabuleiros de Ouija >jogo no chão e mijo encima >depois pego um fosforo e taco fogo >começo a sentir frio na espinha >eu nem comecei ainda >pego umas tralha de ocultismo e jogo no chão e taco fogo >vou na cozinha e preparo um frango temperado com sal grosso >depois de comer vou no banheiro >bato uma pensando na filha de satanas, aquela puta >me limpo com uma toalha de cruz invertida >depois jogo ela na privada e queimo ela >começo a sentir a casa tremer >as luzes apagam de novo >barulhos piores que os outros começam a surgir >uma névoa escrota toma conta do apartamento >mas a sala de treino ta iluminada >me olho no espelho antes de me dirigir ao local >minha imagem no espelho estava chorando sangue pelos olhos >mas o meu peitoral continua rachado >então ta de boa >entro na sala de treino >um pentagrama surgiu no meio dela >e ta pegando fogo >me preparo >de repente, o cramunhão é invocado do pentagrama >o filho da puta parecia o leo stronda de tão forte >avança e mim e me da uma fodenda surra >não consigo revidar >Arnold me observa do céu, triste comigo >o capeta pisa na minha cabeça rindo >e diz "É por isso que crossfit sempre será superior a musculação" >o que você disse filho da puta? >o que você disse?!?! >levanto o pé dele, como levantando uma barra no levantamento militar >ele percebe que ta mais fudido que você depois de tomar suplemento vencido >dou uma surra no capeta usando todos os meus equipamentos >barra, anilha, tudo mesmo >ele se arrasta de volta ao pentagrama todo fudido >ele some, e com ele todo o clima pesado >as luzes se acendem novamente e a névoa desaparece >to extremamente machucado >me dirijo ao banheiro novamente >me olho no espelho, minha cara toda pocada >meu peitoral rachado todo arranhado e sangrando >mas ainda rachado >então ta de boa >subo na balança que tenho no banheiro >ganhei mais 2 kg de massa magra >olho pro céu com uma lagrima no olho >e agradeço ao Deus Arnold pela dádiva >desde então, não aconteceram mais fenomenos sobrenaturais na minha casa

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2020.09.10 15:54 henrylore Najiyu Ep 3 - Nevaska, a ninja raposa do gelo!

??⁰: você não tem jeito...
*vai pra cima da nevaska
*tenta dar um soco nela
Ne: *segura o soco e olha pra cara dele com uma carinha tipo 😶
poxa, é isso?
??⁰: eu já te avisei pra não ficar tirando sarro...
*se joga pra trás e começa a rolar
AGORA VOCE SE VERA COMIGO
*vira uma roda tipo a do junkrat tlgd
H: EITA
Ne: *junta as mãos
PAREDE DE GELO
*levanta uma parede de gelo (darr)
??⁰: *bate na parede de gelo e racha ela
*depois de um tempinho quebra a parede de gelo
L: a sua parede aí não foi muito efetiva não hein
??⁰: *chega na frente da nevaska prestes a atropelar ela
Ne: *prepara e dá um soco na cara dele que você não sabe como ela acertou ele girando
??⁰: *vai pra trás
Ne: eu sinceramente não sei por que um ladrãozinho tá querendo bater em mim
??⁰: vocês são parte dos cavaleiros, vocês também querem a dominância pra vocês
Ne: você não tem cara de saber muito sobre a resistência
L: residência?
H: Denis?
??⁰: pode não parecer, mas por mais que vocês sejam neutros em relação a nós, facções distintas que querem reinar as terras, não vamos deixar com que vocês derrotem a atual monarquia, CASO CONTRÁRIO O REINO VAI SER DE VOCÊS
então vocês são inimigos também.
Ne: resumindo em palavras menos bonitas, vocês querem ter o gostinho de descer o cacete na mulher lá
??⁰: olha como você fala comigo
Ne: não tem como eu olhar como eu falo, o certo seria ouvir, não?
??⁰: GRRRRR CALE A BOCAA *soca o chão e faz um buraco em volta de si mesmo
H: ei-
Ne: shhh, assiste
??⁰: *coloca o dedo do lado da boca e puxa o ar
BOLA DE FOGO
*atira uma bola de fogo na Nevaska
Ne: *fecha os olhos e estende a mão pro lado
H: ??
L: o que
Ne: *começa a se fazer uma lança de gelo na mão dela (tipo a da pearl de Steven universe)
*segura ela e prepara um ataque
REFLEXO DE LUZZZZZ
*reflete o ataque MUITO RÁPIDO MESMO
*E ELE BATE COM TUDO NA BARRIGA DO CARA E JOGA ELE PRA LONGE NUMA VELOCIDSDE INIMAGINÁVEL
*enquanto isso tudo ela deixa cair uma coisa que parece ser um distintivo de ouro
L: *percebe o distintivo
Ne: ...
ele foi mimir
*aponta pro cara com o polegar
H: ...
Ne: vocês tão bem?
*chega perto
L: *levanta sozinho
quem é tu??
Ne: *estende a mão pro Henry levantar
meu nome é Nevaska, eu sou uma ninja do gelo
L: só isso?
Ne: é ué
L: nao tem mais nada não
Ne: não?
L: hmmmmmmmm....
H: *segura na mão dela e levanta
você é uma raposa?
Ne: sim.. eu espero pelo menos
pelo visto você também é uma
*lança na mão dela começa a se quebrar e derreter
é legal, faz um tempo que eu não vejo raposas por aqui
H: *analisa ela
{Nevaska
Nevaska tem os olhos azuis um pouco escuros, um cabelo branco com uma presilha azul escura também uma blusa de manga comprida cinza com luvas longas pretas uma calça preta e uma bota cor gelo de couro ela usa um sobretudo cinza também que ela deixa ele meio enrolado pra trás e fica parecendo só uma manta mesmo ela também tem uma mochila}
H: você tava viajando por aqui?
Ne: na verdade sim, eu tava de passagem quando esse mano aí me parou por motivo nenhum
L: EU não tô convencido disso
Ne e H: ?
Ne: o que foi o que eu fiz pra você
L: o cara mencionou algo sobre resistência, ordem.
e você respondeu exatamente sabendo o que era, não foi?
então você sabe de algo que a gente não sabe?
Ne: carai mas pra vocês não saberem da ordem você tem que ser muito burros mesmo né
pfffft eu não faço parte disso aí não, metade desses caras acham isso
H: e então o que você é?
Ne: uma viajante ué, não tá na cara? eu costumo viajar por aí em busca de pistas sobre o mundo e talvez montar meu próprio grupinho de pessoas
L: *pega o distintivo no chão
e o que é isso?
Ne: *olha com um olhar sério pro Lusk
L: olha, eu não sou contra isso mas aparentemente vocês sao contra o reino
então, eu quero saber se eu poderia entrar pra essa ordem aí
eu sou um cara bem descolado que quer esfolar a cara do reino no asfalto sabe
H: Lusk!
*da um soco no cotovelo dele
Ne: *puxa uma faquinha e vai pra cima do lusk
H: OU
*puxa o lusk
L: *cai no chão com esse puxão
OU QUAL FOI
Ne: vocês sabem demais
...
*junta as mãos e atira uma bola de neve muito rápida no Lusk
L: *desvia
se eu tomasse esse ataque aí eu acho que eu ia ter dor de barriga por um mês
Ne: *vai pra cima do lusk de novo
*tenta dar uma facada nele
L: *segura a mão dela q ta com a faca
*chuta ela um pouco pra longe
Ne: *vai pra cima dele de novo e da um soco nele (com a outra mão)
L: *defense e começa a trocar socos com ela
H: ... caracas eu não sabia que ele lutava assim
Ne: *consegue jogar o lusk no chão e tenta dar uma facada na cara dele
H: °°
*troca de lugar com a faca
*segura o braço dela e da um mini chutinho na costela dela
Ne: *vai um pouco pra trás
*volta pra frente
*passa por ele e da um golpe na cauda dele
H: u
*visão fica um pouco ruim
Ne: *da um soco no estômago do Henry e depois no rosto
H: *cai no chão
Ne: *pega a faca
L: O MALDITA NAO FACEIS ISSO
*tenta socar a cara dela
Ne: *segura o braço dele e enfia a faca em um ponto
L: AAA
H: *da um soco na cara dela e aí ele vai pra cima dela
*segura ela
*olha pra cara dela
Ne: *tá com uma cara meio desconfiada mas com raiva
*chuta cauda do Henry por baixo
H: *fica bugado dnv
Ne: *passa a faca na bochecha dele chuta ele pra longe
H: *coloca a mão na bochecha

L: *REDEMOINHO DA MONTANHA
*joga ela longe com uma rajada de vento
H: começou a inventar nome pros ataques agora?
L: isso não importa agora ..
ugh
H: mano o seu braço
L: também não importa...
E POR QUE DIABOS VOCÊ NAO ACERTOU NENHUM ATAQUE NELA
H: eu não consigo fazer nada quando ela machuca a cauda, eu não sei o porquê
L: ...
H: mas chega aí a ideia é que talvez ela também tenha essa fraqueza...
L: então pra acertar ela a gente tem que acertar a cauda primeiro?
H: meio q isso
L: *tive uma ideia
*um min depois
H: *sai correndo com uma pedra na mão e joga ela atrás da Nevaska
Ne: *desvia e tenta acertar Henry com a faca
H: *troca de lugar com a pedra
*tenta acertar a cauda da nevaska
Ne: *vira e chuta ele pra longe
L: *vem quando ela tá despercebida e chuta a faca dela pra cima
Ne: *da um soco nela
L: *olha a faca indo em direção a cauda
Ne: *vai segurar a faca
H: *troca de lugar com a faca e da um SOCÃO NA CAUDA
Ne: °°
L: *se segura e faz tipo um Rasengan de ar só q ele não é azul
*acerta na barriga dela e joga ela longe
Ne: *sai voando e bate numa árvore
*sai do meio da poeira com o nariz sangrando
...
*emana uma energia muito grande de poder
H: iiii
L: ferrou.
Ne: tá.
H: hm?
L: O QUE
Ne: tá ué
H: ta oq
Ne: vocês perguntaram se podiam entrar pra ordem, e eu respondi

H: °°
L: ....
Ne: foi mal os machucados... eu precisava saber se vocês tinham cabeça pra batalhas assim
*bota a mão atrás da cabeça e ri
L: a gente confia nela?
H: eu voto que sim
L: uffffd é estranho ter que confiar em alguém que quase arrancou meu braço mas... é o que eu irei fazer
ok, estamos indo com você
Ne: CARACA MANÉ
ESSE É O ESPÍRITO (✯ᴗ✯)
H: *dá uma risada
mas aí, vocês tem uma base, um quartel, ou até um castelo?
Ne: eu não posso falar aqui as paredes tem ouvidos
vamos andar?
mas antes!
*vai pra perto do lusk com um frasco com um líquido rosa meio vermelho
*despeja um pouquinho no machucado do Lusk, que vai se fechando aos pouquinhos
*vai em direção ao Henry
*molha o dedo no líquido e passa na ferida do Henry na bochecha
*olha pras orelhas dele e sente alguma coisa reparando na cor...
*mas dps ignora
*fecha o frasco com a rolha de novo
prontinho
*guarda na mochila
H: o que foi isso?
Ne: lágrima de dragão, é extremamente curativa
H: caraaaaca...
(ㆁωㆁ)
L: ta, a gente pode ir?
Ne: como quiser, guia de turismo
**no caminho:
Ne: eu peguei leve com vocês, tá?
L: ah sim
H: uhum uhum
Ne: é sério! eu nem peguei minha lança e vocês viram isso...
H: por que não?
L: voce podia ter pego
Ne: é que é bem injusto eu ir bater em vocês com uma lança e vocês com facas de cozinha, não?
hehehehe
mas no mundo lá fora não vai ter essa moleza
ninguém liga muito pra justiça aqui, eu acho pelo menos
*abaixa a cabeça e olha pro chão enqnt anda
H: ... ah mas e aí? como funciona a resistência?
Ne: eu achei vocês super legais, além de vocês terem noção de combate vocês fazem piadas engraçadas
L: *chega perto do Henry
da uma patada nela
H: que?
Ne: ahabsusbshs tipoy isso
**chegando lá
ee é aqui
H: iii
{o cenário: tem uma puta duma floresta com um pouco de neve onde eles tão, eles olham pra cima e tem um morrinho com uma escada, e lá de cima parece dar pra ver a floresta toda}
Ne: *sobe a escada
{o tempo: já tá de noite D:}
Ne: lar doce lar
L: aqui?
H: woow
{o lar: é uma cabana mediana, com dois andares e um teto um pouco plano}
L: a
Ne: é aqui
*abre a porta podem entrar
{lá dentro: é tipo um lugar bem aconchegante mesmo, tem muitas fotos, tem 3 colchoes no chão, tem uma lareira desativada e uma escada pro sótão}
Ne: lá no sótão tá a minha cama
vocês podem dormir onde quiserem, des de que vocês não encham o saco me cutucando de noite...
H: hmmmm
L: onde você vai dormir, brether?
H: ainda pensando
Ne: *subindo a escada quase lá em cima
se quiserem dormir aqui em cima não tem problema, a questão é q o COBERTOR é meu
H: vai dormir com ela?
L: Não.
H: nem eu
L: *se joga num colchão do chão
eu durmo aqui.
H: e eu aqui
*pula o colchão do meio e vai pro da outra ponta
....
⌛um tempo depois...
H: *acorda de madrugada
*olha aos arredores e só vê a silhueta do lusk deitado roncando p krl
*ve a luz da lua entrando pela janela
*levanta e vai andando em direção ao mural de fotos
*pega uma foto
{a foto é a Nevaska com outra raposa da mesma cor do Henry, do mesmo tamanho da nevaska e as duas parecem bem felizes por mais q estejam cheias de curativos}
H: *ouve um violao bem longinho
*guarda a foto no bolso e sobe a escada
*vê a luz da lua vindo da escada por mais q as cortinas do quarto dela estejam fechadas
*sobe lá e vê o quarto dela
{é bem simples não tem nada além de uma mesinha com espadas e facas e um lugar onde tá um pijama dela de flocos de neve}
H: ...?
*percebe que tem uma escada ao lado que tem um alçapão aberto e é dali que tá vindo uma luz forte da lua
*sobe e olha pra direção da lua
*vê a silhueta da nevaska na frente da lua com um violão olhando a floresta e um farol bem lá no fundo
*escuta a melodia de uma música mt fofa
Ne: *para de tocar violão e olha pra trás
hmm?
*ve o Henry
....
No próximo episódo: -Ep 4- Sejam bem vindos! A resistência... obg por ter lido, te amo
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2020.08.28 02:19 bugain A fraca luz que saia do painel indicava que o elevador estava parado três pisos acima

Sua luminosidade era quase nula e servia apenas para se destacar timidamente no meio da escuridão. Abaixo da indicação do andar, duas sólidas portas metálicas dividiam de um lado um fosso profundo e do outro um longo corredor. Quanto mais distante dessa divisória, mais ofuscada ficava a parca luz do painel. A distância também tornava o ambiente cada vez mais silencioso, conforme se afastava do ronco baixo e metálico do elevador.
Quando se percorria essa passagem, se percebia que existiam portas fechadas de cada lado. O tom cinza do seu material as camuflava na escuridão generalizada do ambiente. Tudo assumia um tênue tom azulado, como se uma névoa escura estivesse ali pousada, num curioso resultado da projeção das parcas lâmpadas sobre as paredes de cor neutra. Mesmo a essa distância, o ronco quase imperceptível do elevador continuava tiquetaqueando o tempo que parecia não passar por ali.
Na outra extremidade do corredor, diametralmente oposta as portas metálicas, a maçaneta de uma das portas começava a se mexer. Sua rotação lenta era o reflexo de uma esforçada tentativa de não gerar ruídos. Quem a movimentava, procurava não ser percebido. Mas quando a abertura da porta permitiu que dois olhos cautelosos verificassem que o corredor estava inóspito, a fresta se expandiu um pouco mais e logo sorrateiramente se fechou. Uma silhueta ocupava aquele espaço e indicava que alguém tinha entrado ali, mas era difícil se definir se era homem ou mulher. Parou imóvel e encarou o ambiente que parecia lhe encarar de volta.
À distância, sua presença se confundia com a de uma sombra. Apenas mais próximo era que sua forma tomava proporções de gente, revelando um ser de estatura mediana. Seu corpo em alerta continuava tenso depois de adentrar nesse local desconhecido. Procurava identificar o espaço em que estava apesar da quase totalidade do breu. A pouca luz modorrenta era suficiente para revelar os contornos principais das suas vestes pesadas - calça e jaqueta - que somadas aos seu corpo em alerta, indicavam que não estava ali a passeio. Um reflexo mínimo destacava a fivela de seu cinto e o seu coldre vazio.
Mexeu em seu bolso e retirou um celular. Acendeu a tela derramando uma parca luz artificial no ambiente. Apesar disso, o pouco do seu rosto que estava iluminado não assumia contornos nem masculinos nem femininos. Seus olhos desacostumados com a luminosidade demoraram a se restabelecerem. Recompostos, logo perceberam que o aparelho continuava sem sinal. Subitamente, um aviso piscou informando que a bateira estava quase acabando. Restava pouco tempo e devia ser veloz. Guardou o de volta no seu bolso, e com ímpeto, passou a caminhar em direção ao elevador. Andava com uma das mãos apoiada numa das ásperas paredes, enquanto a outra procurava tatear obstáculos que surgissem à frente. Seu caminhar era lento e sorrateiro, mas com um pequeno desbalanço a cada passo. Um dos seus pés calçava uma bota de couro, tão escura que se camuflava no breu. Seu outro pé estava descalço e exposto ao desconhecido do corredor. Aparentando maior fragilidade, tateava cautelosamente o chão antes de pisa-lo. Por ele a temperatura fria do piso se infiltrava no seu corpo, subindo pela sua coluna e lhe provocando um sutil arrepio, que potencializava seu constante estado de alerta. Chegando quase no elevador, era perceptível que caminhava sem dificuldades mesmo que calçasse somente um dos sapatos.
Assim que chegou sob o painel luminoso, estancou de repente. Teve receio de chamar o elevador e dar de cara com alguém. Titubeou até que seu celular vibrou mais uma vez, relembrando-na da bateria que se acabava. Com pressa, apertou o botão. O ronco metálico aumentou em intensidade e preencheu ainda mais o ambiente. Logo as portas metálicas se juntaram a sinfonia e se abriram, revelando o interior de um elevador de serviço, também mal iluminado. Com pressa, ali entrou e tateou os botões apertando o primeiro que suas mãos escolheram.
Lentamente as portas metálicas voltaram a se mover. Pouco antes de se fecharem, sem que esse indivíduo tomasse conhecimento, a maçaneta da porta diametralmente oposta voltava a se mover. Mas dessa vez, sem a necessidade de ser cauteloso.
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2020.04.10 00:44 CabacinhoBreaker Conto: Carta Para Zeca

Quanto tempo leva para uma reflexão tomar forma dentro do circuito do pensamento emotivo? Emoção é a reação do que afeta direta ou indiretamente o nosso campo de sensores que são vastos, digo isso para todos aqueles que creem no invisível e que salta aos olhos como uma silhueta na escuridão. Está tão perto e tão latente mas, qual a medida para entender tudo isso? A razão é a balança dos aflitos que velejam numa nau à pique.
Zeca observava o mundo de longe certo de que estava antes daquela vírgula da existência, essa que faz refletir, protegido no receptáculo de sua antena parabólica ficava estático ele mesmo, assistia a novela de Rebeca sua vizinha, nascida de dias e com uma mãe desastrada. Batia de lá e de cá seu corpo mas nunca deixando a recém nascida amassar nas portas, embora parecesse que o pai quisesse. Zeca já tinha testemunhado o pai, grande e corpulento, de olhos fundos e nariz perfurante, olhando para a mãe, passava para Rebeca, e parecendo um surto de arrependimento da existência da menina, fechava a porta na cara da mãe. Ela não prestava, e parecia um vegetal, ele era quem dava energia para uma casa toda com seus dedos que pegavam o que queria na sua geladeira fedida; seus pés descalços que descarregavam toda uma tensão da casa, o que Zeca achava engraçado, se pudesse passar a navalha nesse calcanhar invisível da mágoa ele desjuntaria o pé inteiro.
De conversa com ela uma vez Zeca insistiu no motivo de ela estar onde estava, a mãe olhava a menina com uns olhinhos de jabuticaba que dava brilho no canto, daí olhava para o chão e virava o olho para dentro buscando uma saída do que ele não podia evitar, daí lançava a mão parecendo que ia descolar do corpo, mole de lado, dizendo que quem sustentava a casa era ele e Rebeca era uma inspiração de vida! Desse jeito mesmo que saía, ela botava tanta convicção que as palavras vibravam quando saiam de sua boca, a última até parecia uma moeda que estava debaixo da língua e escapou sem querer. Olhei nos olhos dela, rasos.
Agora Zeca insiste em tomar uma dose de verdade todo dia, recolher todas essas moedas que caem dos olhos e das bocas de seus amigos, juntando tudo um dia talvez ele compre a tão sonhada liberdade que ele persegue de dentro de seu barquinho.
“Mandai a faísca de um raio pra me iluminar
Segura pedra na pedreira não deixa rolar
Xangô, Kaô meu pai
Seus filhos bambeiam mas não caem”
Zeca
Carta Para Zeca
Olá meu querido amigo, como você está? Espero que bem.
Eu estava mexendo nuns papéis antigos e reli uma crônica que você me fez 3 anos atrás, lembrei tanto de você esses tempos que resolvi escrever.
Hoje é dia 24 de dezembro e está um calor danado aqui em São Bernardo, me mudei para o Silvina depois de uns dois meses que a Rebeca nasceu e foi uma das melhores coisas que fiz; a casa é bem maior, porém fica bem perto do ponto de ônibus lá na ponta do morro.
Por falar em Rebeca ela não para mais. Anda de um lado pro outro Zeca como se fosse a rainha da casa, pega as panelas e bate tudo no chão. Devaldo nem liga mais depois de comprar a quinta, e eu não faço questão também, ela precisa de brinquedos e eu me viro como posso sabe?
Falando nele, sua crônica foi importantíssima para mim Zeca, você sempre me estimulou a escrever e só fiz isso agora, depois de anos, porque me sinto muito mais segura e motivada. Ainda lembro de cada palavra sua. É claro que é meio desconcertante também, você escreve tão bem e eu não sabia nem articular o que se passava dentro de mim, agora vou te falar, da melhor forma que eu encontrar.
Devaldo parecia que tinha desistido de tudo, aquele jeito turrão e mandão dele de ser passou depois do primeiro ano da nossa filha, eu agradeci muito à Deus, mas ainda faltava alguma coisa sabe? Ele parecia fantasma dentro de casa Zeca, a gente não tinha brigado nem nada e ele me procurava bem pouco para fazer amor, dizia que a rotina do serviço estava acabando com ele mas eu não precisava me preocupar com nada, que focasse na pequena pra ela não ficar que nem as “meninas do pé do morro”. Elas gostam muito de transar Zeca, e com qualquer um que passe no pé do morro, qualquer um; eu já vi elas no mato e não vou nem dizer como porque quero esquecer.
Depois de ver aquilo dei razão pro meu marido, e mesmo ele me tratando um pouco melhor ainda não era o meu ideal, ele foi meu primeiro homem e eu esperava tanto dele, mas seus problemas sempre futucavam nosso lazer; fim de semana tinha um extra no serviço que era imperdível, mais seis horas longe de sua família, o que virou rotina depois de um tempo fazendo isso; pegou confiança e virou o ponta firme na firma que não faltava em nada.
Quanta decpção. Quando Rebeca fez um ano que desastrou tudo, ainda bem que tenho meus amigos lá do morro pra me dar assistência e fumar um né? Quem tem filho fuma também, não me julgue.
Eu acostumei não ter mais a presença dele em casa aos poucos, Rebeca sempre foi bem quieta e não me tomava muito tempo para o cuidado, mas isso porque amo essa menina e nunca me deixou nervosa. O fato é que comecei a me sentir bem sozinha, e carente sabe? Sem nenhum contato. Eu procurava Devaldo e ele nem aí pra mim, até que um dia aconteceu um troço inesperado Zeca, eu tinha mensagens de um crush do ônibus que queria porque queria me conhecer.
Não me julgue por falar o que vou falar. O nome dele era Jonas e disse que queria me conhecer, eu falei que pessoalmente não, mas a conversa foi rolando, eu disse da minha filha e ele me mostrou a dele, uma mulher já de dezesseis anos toda formada, o cara era “velho” e eu tinha vinte. Claro, não mencionei Devaldo pra ele.
Ele me dava toda a assistência que eu estava querendo, perguntava como foi meu dia, me ouvia, e a gente conversava sobre tudo Zeca, só achei uma coisa estranha. A primeira vez que ele me ligou achei super esquisito, sabe aqueles homens que tem a voz bem fina? Era a dele, mas chegava a parecer uma garota em certos momentos. Achei estranho mas foi só impressão.
Jonas não me faltava em nada, ele me fazia sentir como se fosse uma menininha de novo, ás vezes eu até esquecia que tinha um marido em casa Zeca, cheguei até a olhar pro Devaldo pensando nele, nas fotos que me mandava… sinto vergonha disso mas é a verdade. Mas também nunca fui tão fundo assim com ele, por mais que fosse gostoso eu não conhecia ele de fato e não ficava mandando fotos nem nada, mas me deixava num fogo que eu virava um rio.
Depois de uns quatro meses na conversa eu criei coragem e fui atrás dele, chamei para marcar um encontro e liguei né, ele esperava tanto por esse momento que o telefone quase não deu o primeiro toque. “Eu preciso te contar uma coisa antes da gente se ver”. O que era agora já que ele queria tanto? Esperei os trinta segundos mais longos da minha vida até que ele despejou tudo sem ensaio. Eu sou mulher.
Foram só três palavras, mas me deram uma rasteira literal, eu que estava em pé caí sentada no chão da cozinha Zeca, eu não podia acreditar. Fiz muitas perguntas e ela me respondeu todas com muita calma, apesar da minha revolta. Me disse que realmente pegava ônibus comigo e me achou linda, e depois de uma visita no face chamou um amigo dela, o Jonas. Ele fornecia tudo em tempo real, mas nos telefonemas e áudios era ela mesma.
Falei várias vezes pra ela que não gosto da mesma coisa que tenho no meio das pernas, não vejo graça Zeca. Ela ficou super triste, ainda mais quando teve que me passar o telefone do Jonas de verdade, queria pelo menos conhecer o cara que me apaixonei. Já faz um tempo que isso aconteceu e mesmo assim ainda lembro vez ou outra, me enganaram de uma esdruxula e me lembro exatamente como me senti.
Me lembrei de você e tudo que me dizia, tentei descrever o que sentia. Você já passou por isso; você passa uma noite inteira na rua, sozinho e com frio, e encontra um cantinho pra encostar e cochila por lá mesmo até o Sol começar despontar e tocar sua pele, te aquecendo aos poucos até brilhar bem forte e você voltar pra casa. Eu voltei para casa Zeca.
Deixei tudo isso de lado e pesquisei sobre aquilo que você me falava sempre, que a vida é efêmera e é importante viver bem; hoje entendo o que você me dizia. Fui nessa semana também no lugar que recebem os espíritos que você ia, me pediram para ter juízo olha só! Eu não discordei, até gostei da sensação que me trouxe.
Eu comecei a prestar mais atenção em casa depois do que aconteceu, e tive mais coragem para me abrir e falar com Devaldo, ás vezes eu só precisava estimular ele um pouco, e com o tempo ele foi me olhando de outra forma, viu que podia cofiar em mim como parceira; o stress do trabalho até diminuiu e o tempo dele lá também, começamos uma fase tão bonita Zeca. O espaço que ele preenchia com seus dedos agora tinha um toque mais sutil, e mesmo que o hábito ruim de olhar o telefone do outro tinha ido embora fazia um tempo me bateu uma curiosidade. Descobri que ele me traiu duas vezes com a mesma pessoa, ele transou com outra.
Não falamos disso nunca, ele não sabe que sei e eu não guardo rancor, ele se arrependeu nas mensagens com a garota e depois que as coisas melhoraram entre a gente me sinto muito mais feliz. Não vou dizer que o amo, mas me sinto apaixonada por ele cada dia mais, estamos nos descobrindo juntos Zeca. Não vou tomar mais o seu tempo, só queria dizer que o canto que você morava está muito bem iluminado agora.
Ontem o Pepeu me chamou pra fumar lá no escadão e disse que tinha uma surpresa, e que surpresa Zeca! Enquanto a gente fumava olhando pro Montanhão ele começou a iluminar todinho, foi ascendendo de baixo para cima, nunca vi ele tão bonito. O morro agora tem luz na rua.
Não me aguentei, olhei pra cima e comecei chorar quando vi que a Lua se encaixava bem na ponta do morro, parecia até que tinha sentado no campinho de terra; a árvore de natal mais bonita que montaram pra gente meu bem. Pepeu chorou comigo, dava pra ver os bracinhos balançando lá da ponta do morro de alegria.
Você faz falta Zeca, tiraram sua vida tão curta cara, mas como você mesmo diz, a vida é efêmera. Vou guardar sempre no meu coração a lembrança de cada momento e prometo abrir a mente de alguém com o que você me ensinou, e me ensina ainda. Vou queimar essa carta no pé do morro, quem sabe um dia quando você passar por lá veja todas essas palavras na poeira.
Te amo meu amigo.
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2020.04.02 13:19 ThiagoNazarko A Aurora Rubra - Forja de Heróis (Prólogo)

PRÓLOGO
Nur, Picos Brancos,15/6º/1301 − Era dos deuses
A histeria rastejava pelas ruas da capital abocanhando os corações dos cidadãos tomando-os de pavor e aflição. Nuvens negras no céu anunciavam uma tempestade e escondiam a lua intensificando o breu noturno. Ao longe, notava-se a silhueta enegrecida da cidade, onde sombras delineavam o formato triangular das casas, tavernas e hospedarias.
Um grupo de cinco pessoas vinha correndo em direção oposta aos rugidos da criatura que permanecia invisível na noite, quando o último deles tropeçou nos próprios pés, o desequilíbrio fez com que instintivamente uma de suas mãos buscasse apoio e encontrou. O homem, desesperado, agarrou um suporte de madeira que sustentava um braseiro utilizado na iluminação noturna das ruas, porém, isso não foi suficiente para impedir sua queda. O peso do homem somado a impulsão da corrida fez com que a haste de madeira se quebrasse e quase ao mesmo tempo em que o corpo do fugitivo tocava o chão as chamas do braseiro caiam sobre suas costas. A respiração ofegante devido ao esforço físico da corrida deu lugar a gritos de dor enquanto o infeliz se debatia na neve tentando sem sucesso apagar o fogo que o consumia. Ele gritava por socorro, mas as pessoas que passavam por perto o ignoravam. Não que nutrissem qualquer desafeto pelo pobre, apenas não sacrificariam a chance de sobreviver tentando ajudar outro. O miserável ainda gritava por ajuda quando sua voz calou e a vida findou em chamas.
Por toda a cidade ouviam-se gritos de desespero.
− Tirem os civis daí! Levem-nos para o portão oeste! – Ordenava um soldado a um pequeno grupo de guardas.
− Socorro! Eu torci o pé! Não consigo correr! Alguém por favor me ajude! – Implorava um homem rastejando na direção de um beco na esperança de esconder-se caso ninguém viesse em seu auxílio.
Ao norte da cidade, uma mulher embriagada saia de uma taverna, o álcool limitava sua visão e fez com que com ela não percebesse o obstáculo em seu caminho. Tropeçou, rolou duas ou três vezes pelo chão derramando o líquido da garrafa sobre si, procurou o objeto responsável por sua queda, viu um homem deitado e disse:
− Porra! Isso aí... isss... aqui não é lugar de dormir não!
O rosto do homem estava completamente pálido e enrugado, os lábios pareciam ressecados e sem vida, mas estes detalhes não foram percebidos pela mulher. Ela tentou levantar algumas vezes, mas não conseguiu, resolveu fazer como seu mais novo amigo e deitou no chão esperando que a tontura etílica se esvaísse. Deitada e ainda ouvindo os sons abafados que só um bêbado conhece, levou seus olhos a direção do castelo, o efeito relaxante da bebida cessou quase que imediatamente. Sentiu sua visão melhorando, os sons voltando a fazer sentido na mesma velocidade que seu coração acelerava. Forçou a visão para tentar acreditar no que estava vendo, a silhueta ainda tomava forma quando a criatura, de cima dos escombros do salão comunal, bradou um rugido poderoso e ensurdecedor, era real. O choque de pânico que percorreu o corpo da mulher simplesmente desligou seus sentidos e ela desmaiou.
No portão oeste um pai e uma mãe desesperados procuravam por pessoas que estivessem vindo do castelo, eles gritavam:
− Por favor, alguém veio do castelo? Alguém viu minha filha? Ela tem o cabelo loiro, 15 anos, trabalha na cozinha dos servos. Por favor! Alguém? – as vozes de ambos se confundiam e desapareciam dentre as demais.
A força do vento começou a aumentar espalhando por toda a capital um cheiro insuportável de sangue.
Na praça central, um grupo de vinte soldados era liderado por um capitão, vestiam armaduras completas e levavam as cores do reino em seus mantos de tom azul escuro. Todos carregavam lanças nas costas, espadas nos cintos e arcos nas mãos, rumavam a pé em direção ao castelo. Construída na encosta do maior dos Picos Brancos, a morada do rei era um grande salão comunal, quase sempre de portas abertas, repleto de mesas para servir banquetes e receber visitantes, possuía alas auxiliares onde se encontravam os demais cômodos. As paredes eram feitas de rochas e o telhado em forma de ponta de flecha era feito de madeira negra. Ao leste ficavam a forja o quartel e ao oeste o magistrado. Todo o complexo tinha a frente circundada por uma muralha de pedra e as costas guarnecidas pela montanha.
Durante todo o percurso, os homens e mulheres que compunham a confraria se deparam com vários corpos, todos secos, pálidos, lábios ressecados, olhos fundos, a pele enrugada, pareciam estar mortos a meses, talvez anos.
Um dos soldados enquanto fitava um dos corpos arriscou:
− Senhor, não deveríamos esperar algum dos lagartixa? Essa merda parece magia.
O capitão interrompeu sua marcha e logo os demais fizeram o mesmo. Um silêncio constrangedor tomou todo o pelotão, e então o capitão respondeu:
− Eu não preciso de nenhuma daquelas cobras em meus combates, soldado. – O capitão retomou a marcha enquanto sentia o gosto amargo de uma lembrança.
Ao se aproximarem do castelo o cheiro de sangue se tornou nauseante, dois homens e uma mulher do destacamento abriram as viseiras de seus elmos para vomitar em algum canto. Todos armaram as setas em seus arcos e esperavam pelo comando do capitão. Um relâmpago clareou o céu e logo em seguida uma fina garoa começou a cair, graças a luz os homens puderam visualizar pela primeira vez com nitidez seu adversário. Arqueado sobre as estruturas do castelo, com uma das patas apoiada sobre a muralha e a outra nos escombros da forja, que ruiu perante as garras do algoz, a criatura de escamas rubro-negras possuía gigantescas e aquosas asas carmesim e seu corpo parecia coberto por uma espécie de armadura. A luz do relâmpago findou e após estarem novamente nas trevas um soldado disse:
− Será que... isso é um dragão?
O guerreiro mal havia terminado a frase quando o capitão deu a ordem!
− Preparar! – com toda a força os soldados puxaram as setas em riste.
− Apontar! – como se fossem dançarinos ensaiados todos executaram o movimento ao mesmo tempo fitando o dragão.
− Fogo!
As flechas foram lançadas, mas não encontraram seu alvo. A força do vento as empurrou ao longe como se fossem plumas. Diante deste fracasso o capitão ordenou:
− Lanças! Vamos nos aproximar!
Esgueiraram-se por entre as casas indo em direção a besta, precisavam estar muito mais perto que antes para poderem arremessar as lanças e então brandir suas espadas.
Ao chegarem no local planejado, aproximadamente 15 metros da entrada do castelo, o capitão avistou do outro lado da rua três pessoas vestindo mantos e capuzes azuis.
Magos...
O vento começou a dispersar as nuvens no céu levando com elas a garoa que caia, a luz da lua começou a tocar os telhados das casas, as ruas e o corpo rubro-carmesim do dragão.
Do alto das estruturas do castelo o dragão olhava a tudo calmamente, sentia fome, mas analisava cada ação das minúsculas criaturas.
Pouco antes do capitão ordenar a saraivada de lanças sobre o dragão, sete de seus soldados soltaram as armas e correram na direção oposta. Distraído com a situação, não percebeu que os três encapuzados ganharam as ruas e iniciaram um feitiço.
O lendário monstro que olhava desatento para algum detalhe qualquer das construções, sentiu a vibração mágica se formando e encarou os três conjuradores. Seus olhos eram como perfeitas esferas de rubi polido. Aproveitando este momento o capitão ordenou ataque. Os três conjuradores já emanavam um brilho arcano poderoso, uma magia usando a energia de três magos era algo complexo e grandioso. Segundos antes das lanças cumprirem sua missão, o dragão livrou a muralha do peso de sua pata direita e desceu sua arma natural sobre os três conjuradores que foram esmagados, tornando-se uma pasta de sangue, carne e ossos. Alvejado pelas lanças, o dragão intuiu a direção de seus agressores entre as casas, fitou-os e abriu sua bocarra. Certos de que morreriam, os soldados esperavam a rajada de fogo mencionada nas lendas que os engolfaria, mas ela não veio.
Ao contrário das histórias que alguns dos soldados conheciam, o gigantesco réptil não soprou fogo, nem outro tipo de energia, antes tivesse feito isso. Lentamente começou a inspirar, os soldados que neste momento sacavam suas espadas sentiram uma leve fraqueza. Um tipo de força incomum os impedia de se mover, queriam correr, mas a agonia de ver aquela boca colossal direcionada como arma os consumia. Algo brotava de seus olhos, no primeiro momento acharam que eram lágrimas, um deles limpou o rosto e pensou estar chorando sangue. Logo todos sentiram em suas bocas o gosto ferroso, característico do fluido vital. Um a um, caíram de joelhos contra o chão perante o devastador e inexplicável poder que presenciavam. A inspiração se intensificou e logo linhas escarlates partindo de todos os orifícios deixavam os corpos dos soldados indo em direção a boca do dragão. Em poucos segundos, todos ali estavam, pálidos, com lábios ressecados, com os olhos fundos, com a pele enrugada e pareciam estar mortos há meses, talvez anos.
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2019.12.31 01:00 DouglasVianaPro Meratrim Funciona Mesmo? [ Veja Meu Depoimento Sincero ]

Meratrim Funciona Mesmo? [ Veja Meu Depoimento Sincero ]
Procurando saber mais sobre Meratrim? Está em busca de uma forma eficaz de perder peso sem abrir mão da saúde? Então, chegou ao lugar certo! Confira abaixo mais informações sobre esse suplemento que está dando o que falar!
https://preview.redd.it/m3puu1g10v741.jpg?width=350&format=pjpg&auto=webp&s=261f2baf9bee48e80dce305a34660158856781dc
Cansada de se jogar em dietas restritivas, passar fome por dias para recuperar todo o peso perdido alguns dias depois?
Então, na verdade, essa é a realidade de muitas mulheres, principalmente, daquelas que passaram dos 35 anos.
Se engana quem pensa que o excesso de peso é só uma questão estética, na verdade, ele é considerado uma doença, associada a tantas outras, desde doenças coronarianas, até a variados tipos de câncer, diabetes, hipertensão, e etc.
Por isso tudo e significar 50% da população, a obesidade já está é considerada uma epidemia, tornando mais do que necessário seu combate.
O problema é que não basta apenas querer emagrecer, essa é uma tarefa bem complicada, ainda mais nos dias de hoje, onde os fast-foods representam muito bem os dias atuais, quando não se tem tempo para preparar refeições equilibradas.
Foi justamente pensando nisso que pesquisadores se reuniram para criar uma fórmula, completamente natural, que pudesse ser mais eficaz que qualquer outra no combate à obesidade.
Assim nasceu Meratrim, que promete atacar as causas da obesidade, sem causar danos à saúde.

O que é Meratrim?

Ele é um composto, 100% natural, que trabalha agindo diretamente na destruição das células de gordura inflamadas.
Para quem não sabe, 95% das mulheres acima dos 35 anos não conseguem emagrecer, justamente, por causa dessas células de gordura inflamadas.
Segundo pesquisa recente, a molécula LOX provoca cicatrizes nas células, que acaba gerando gordura nos órgãos e artérias, impossibilitando, assim, o emagrecimento e ainda aumentando os riscos de hipertensão, doenças cardíacas e cerebrais.
Então, é aí que entra a eficácia de Meratrim, que age no organismo destruindo essas células de gordura inflamadas, além de melhorar o funcionamento do metabolismo que passa a queimar, mais rápido, a gordura, emagrecendo e promovendo o bem-estar.

Como Meratrim vai ajudar você?

A principal finalidade de Meratrim, sem dúvida, é promover o processo de emagrecimento através de uma ação anti-oxidante e anti-inflamatória.
Mas ele também pode ser um perfeito aliado no combate do inchaço abdominal e de gorduras localizadas, potencializando o processo metabólico.
E Meratrim também pode ser usado para ajudar a aliviar dores no corpo, reduzir os níveis de colesterol ruim LDL e proporcionar melhoria nas conexões neurais.
Resumindo, esse produto acaba promovendo melhorias para o organismo como um todo, atuando como um verdadeiro detox e, assim, dissolvendo as células de gordura.

Meratrim Funciona?

SIM! Claro que funciona! Meratrim cumpre muito bem o prometido e em pouco tempo! Por isso mesmo, já virou febre entre quem precisa emagrecer e não abre mão da saúde.
Vale saber que ele possui uma taxa de satisfação imbatível, 99% de aprovação dos clientes em pouco tempo de mercado.

Depoimentos de quem já usou Meratrim

Quer saber o que estão falando do produto? Então acesse o site oficial de Meratrim, pois lá é possível ver alguns depoimentos de pessoas que testaram e se dizem muito satisfeitas com os resultados.
https://preview.redd.it/e2ylcwo50v741.jpg?width=1095&format=pjpg&auto=webp&s=4c7c19cee275d7cdba935d41438a2dfcd30bfb8e

Benefícios

Já deu para ver que Meratrim possui muitos benefícios, não é mesmo? Pois bem, só para a gente não se perder, vamos destacar alguns deles:
· Reduz medidas e afina a silhueta
· Acelera o metabolismo e queima gordura rapidamente
· Facilita o processo digestivo
· Fortalece o coração e o cérebro
· Oferece ação anti-oxidante e anti-inflamatória
· Ajuda o organismo a absorver melhor os nutrientes saudáveis
· Combate as gorduras já inflamadas

Composição de Meratrim

O segredo do sucesso de Meratrim, sem dúvida, está em sua fórmula, 100% natural, composta por dois poderosos ingredientes: Curcuma e Piperina.
Curcuma: planta da família do gengibre, conhecida há mais de seis mil anos por suas propriedades medicinais e seu uso culinário.
Curcuma é usado para tratar desde resfriados, sinusites, infecções bacterianas, alterações no fígado, diabetes, e, por ser um potente anti-oxidante, também ajuda nos processos digestivos.
Piperina: presente na pimenta-do-reino, acelera o metabolismo, além de possuir ação antimicrobiana, anti-inflamatória e propriedades antioxidantes.

Meratrim é aprovado pela Anvisa?

Meratrim é um suplemento composto por ingredientes 100% naturais, com eficácia comprovada no combate à células de gordura.
E mais, ele passou por milhares de testes e estudos clínicos até ter a aprovação da Anvisa, por isso, suas cápsulas não apresentam riscos de efeitos colaterais.

Quem pode usar Meratrim?

Meratrim é um produto 100% natural, portanto, não possui contraindicação e nem efeitos colaterais, ou seja, qualquer pessoa pode consumir, sem receio, o produto.
Mas, atenção, gestantes, lactantes ou pessoas que façam uso contínuo de medicamentos só devem fazer uso de dele após consultar um médico.

Onde Comprar Meratrim

Na hora de comprar Meratrim, é preciso prestar muita atenção, já que só o site oficial do produto possui autorização para sua comercialização, ou seja, o produto só deve ser adquirido no site oficial.
Atenção: o fabricante não se responsabiliza por nenhuma compra que não seja em seu site oficial.
Portanto, se não quer correr risco de adquirir um produto falsificado podendo até colocar sua saúde em risco, só compre o produto em seu site oficial.

Garantia de satisfação

Se mesmo depois de ler esse artigo ainda tiver dúvida sobre a eficácia de Meratrim, saiba que o fabricante, justamente por ter certeza dos resultados, está oferecendo garantia de satisfação.
Risco zero para você testar ele! A hora é essa!
A garantia funciona da seguinte forma: se você não ficar satisfeito com os resultados de Meratrim, após 90 dias de uso, poderá pedir seu dinheiro todo de volta, sem nenhuma burocracia.
Mas, muita calma nessa hora, pois para usufruir dessa garantia, claro, que precisa ter adquirido o produto em seu site oficial, assim como, ter usado conforme instruções do fabricante.
Fonte: Botequim Informal Portal de Saúde e Beleza
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2019.12.28 03:48 altovaliriano Vento Cinzento está vivo

Link: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/4dhyal/spoilers_extended_mother_he_said_grey_wind/
Autor: alaric1224
Título Original: "Mother," he said, "Grey Wind . . ."

Muitos acreditam que o lobo gigante de Robb, Vento Cinzento, morreu com Robb no casamento vermelho. No entanto, afirmo que essa é apenas uma das interpretações possíveis e que o GRRM, na verdade, deixou várias pistas de que Vento Cinzento ainda vive.
Primeiro, precisamos analisar por que achamos que Vento Cinzento está morto. Existem quatro fontes principais.
  1. Bran acha que Vento Cinzento pode estar morto.
  2. Jon acha que Vento Cinzento está morto.
  3. Salladhor Saan nos conta o que os plebeus estão dizendo sobre a cabeça de Vento Cinzento ter sido costurada ao corpo de Robb.
  4. Merrett Frey responde perguntas sobre a cabeça ter sido costurada ao corpo de Robb.
Bran e Jon pensam que Vento Cinzento está morto, mas isso se dá em grande parte porque outras pessoas disseram a eles e de suas próprias interpretações do que seus lobos gigantes vêem. Notadamente, nem Fantasma nem Verão pensam que Vento Cinzento esteja morto. Isso é especialmente significativo porque sabemos que eles podem sentir seus próprios irmãos e irmãs. De fato, da perspectiva de Fantasma e Verão, parece que eles não sentiram a morte de Vento Cinzento do mesmo modo que sentiram a morte de Lady. São apenas os humanos que combinam os rumores que ouviram e as percepções dos lobos gigantes para chegar a uma conclusão.
É aqui que é importante ressaltar que algo não se torna verdade apenas porque um personagem POV pensa que é.
Sim, Bran pensa:
O sonho que tivera... o sonho que Verão tivera... Não, não devo pensar no sonho. Nem sequer o tinha contado aos Reed, embora pelo menos Meera parecesse sentir que havia algo errado. Se nunca falasse dele, talvez pudesse esquecer que o sonhara, e então não teria acontecido, e Robb e Vento Cinzento ainda estariam...
(ASOS, Bran IV)
Notadamente, esses são os pensamentos de Bran depois de se lembrar de um sonho que Verão teve. Um sonho que é visivelmente omitido da história (e do leitor).
E Jon pensa:
Fantasma sabe que Vento Cinzento morreu. Robb tinha morrido nas Gêmeas, traído por homens que acreditava serem seus amigos, e seu lobo havia perecido com ele.
(ADWD, Jon I)
Mas isso deixa de fora o que ele realmente percebeu quando era Fantasma, que é abordado neste excelente post por lady_gwynhyfvar do famoso da Radio Westeros.
De um post em seu blog:
Quando Jon pensa que "Fantasma sabe que Vento Cinzento morreu", mais adiante neste capítulo, ele está aceitando a direção errada dos pensamentos do lobo branco sobre seus companheiros de matilha no sonho de lobo, pois isso confirma o que ele acha que sabe em seus momentos de vigília. Temos indícios o suficientes de outros pontos de vista para acreditar no contrário. Considere esse pensamento de Bran em Verão:
Eram seus agora. Eram sua matilha. Não, o garoto sussurrou, nós temos outra matilha. Lady está morta e talvez Vento Cinzento também, mas Cão Felpudo, Nymeria e Fantasma ainda estão em algum lugar. Lembra do Fantasma? (ADWD, Bran I)
E há isso em ADwD, Jon I:
Antes eles eram seis, cinco choramingando cegos na neve, ao lado do cadáver da mãe, sugando o leite gelado de seus duros mamilos mortos, enquanto ele se arrastava sozinho. Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir.
“Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir” é ambíguo. Isso poderia significar "restavam quatro, e ele não podia mais sentir um desses quatro", mas também poderia significar "restavam quatro, e outro que ele não podia mais sentir". Acho que a segunda interpretação é a correta, caso contrário, teríamos que identificar qual dos quatro ele não conseguia sentir. Ele está claramente consciente de si mesmo, Nymeria e Cão Felpudo neste capítulo. Então, isso deve significar que ele não pode sentir Verão, certo?
Nas noites sem estrelas, o grande penhasco ficava negro como uma rocha, a escuridão elevando-se sobre o mundo inteiro, mas, quando a lua saía, ele brilhava pálido e frio como um córrego congelado. A pele do lobo era grossa e peluda, mas quando o vento soprava sob o gelo, nenhum pelo conseguia afastar a sensação de frio. Do outro lado, o vento estava ainda mais frio, o lobo sentia. Era onde seu irmão estava, o irmão cinzento que cheirava a verão.
(ADWD, Jon I)
Então, ele sente Cão Felpudo, Nymeria, Verão e ele mesmo... "Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir". Em outras palavras, ele sabe que Lady está morta, mas ele simplesmente não consegue sentir Vento Cinzento.
Finalmente, é importante observar que, apenas porque um personagem POV pensa algo, não o torna verdadeiro. Por exemplo, Cersei pensa esse pensamento, que sabemos ser falso:
Dentro da torre, a fumaça dos archotes irritou-lhe os olhos, mas Cersei não chorou, como o pai não teria chorado. Sou o único verdadeiro filho que ele teve.
Notadamente, se Bran, o warg mais poderoso entre seus irmãos, não sabe que Vento Cinzento está morto, então como podemos saber que Vento Cinzento está morto?
Salladhor Saan e Merrett Frey confirmaram que Vento Cinzento está morto, não? Sim, sobre isso ... Salladhor Saan:
Por um momento, pareceu que o rei não tinha ouvido. Stannis não mostrou qualquer prazer com a notícia, nem ira, nem incredulidade, nem mesmo alívio. Encarou a sua Mesa Pintada com os dentes cerrados com força.
– Tem certeza? – perguntou.
– Não estou vendo o corpo, não, Vossa Realdade – disse Salladhor Saan. – Mas na cidade, os leões pavoneiam-se e dançam. O povo está chamando de o Casamento Vermelho. Juram que Lorde Frey cortou a cabeça do rapaz, costurou a cabeça do lobo gigante dele no lugar e pregou uma coroa sobre as orelhas. A senhora mãe dele tambémfoi morta e atirada nua ao rio.
(ASOS, Davos V)
E onde Salladhor conseguiu suas informações? Porque os plebeus sempre são precisos em suas histórias, certo?
O povo diz que o último ano do verão é sempre o mais quente. Não é bem assim, mas muitas vezes parece que é, não é verdade? (AGOT, Eddard V)
O povo diz que foi o fantasma do Rei Renly, mas homens mais sensatos sabem quem foi. (ACOK, Tyrion XV)
O vidro de dragão é feito por dragões, como o povo gosta de dizer? (ASOS Samwell II)
Em Valdocaso os plebeus ainda amam Lorde Denys, apesar da desgraça que lhes trouxe. É à Senhora Serala, sua esposa de Myr, que atribuem a culpa. Chamam-na a Serpente de Renda. Se ao menos Lorde Darklyn tivesse se casado com uma Staunton ou uma Stokeworth... bem, sabe como os plebeus gostam de falar. A Serpente de Renda encheu os ouvidos do marido com veneno de Myr, eles dizem, até que Lorde Denys se ergueu contra seu rei e o tornou cativo. (AFFC Brienne II)
Isso foi antes de morrer – o jovem Sor Arwood Frey disse. – O povo diz que a morte o mudou. Pode matá-lo, mas ele não permanece morto. Como se luta com um homem assim? E também há o Cão de Caça. Ele matou vinte homens em Salinas. (AFFC, Jaime IV)
Bem ... os plebeus não estão sempre errados. Mas eu não confiaria nos relatos deles deles como definitivos em nada.
Merrett Frey:
[...] o lobo gigante do Stark matou quatro de nossos lobeiros e arrancou o braço do mestre dos canis de seu ombro, mesmo depois de o enchermos de dardos...
– E por isso costurou a cabeça dele ao pescoço de Robb Stark depois que os dois estavam mortos – disse o do manto amarelo.
– Foi o meu pai que fez isso. Tudo o que eu fiz foi beber. Não mataria um homem por beber. [...]
(ASOS, Epílogo)
Por ter estado lá, ele deve se lembrar com precisão, certo?
Ah, exceto pela parte em que ele estava babando bêbado na época e provavelmente não se lembra de nada muito claramente.
Grande-Jon já estava para lá de bêbado. O filho de Lorde Walder, Merrett, estava competindo com ele, taça atrás de taça, mas Sor Whalen Frey desmaiou tentando acompanhar os dois. Catelyn teria preferido que Lorde Umber tivesse achado por bem permanecer sóbrio, mas dizer ao Grande-Jon para não beber era como lhe pedir para não respirar durante algumas horas.
(ASOS, Catelyn VII)
E você leia atentamente, verá que Merrett não disse que viu isso acontecer. O que Merrett viu foi Vento Cinzento livre e matando pessoas, apesar de estar cheio de dardos. Foi Limo quem sugeriu que a cabeça do lobo havia sidocosturada em Robb. E a resposta de Merrett? "Foi o meu pai que fez isso. Tudo o que eu fiz foi beber."
Então, Salladhor Saan sabe que isso acontece porque os plebeus dizem que aconteceu. E Merrett Frey estava lá, mas bebeu o suficiente para que seu irmão desmaiasse de bêbado. E ele não mencionou a costura da cabeça. Foi acusado disso e depois transferiu a culpa para o pai (que obviamente não fez isso por conta da idade avançada).
Finalmente, temos dois pontos de vista em ADWD que interagem com um grande número de Freys. Aqueles Freys, que estavam no Casamento Vermelho e não estavam bêbados, contam muitos contos, mas nenhum deles menciona uma cabeça de lobo sendo costurada no corpo de Robb. Isso não significa que não aconteceu, mas questiona quem diz que aconteceu.
Então, a cabeça de um lobo foi realmente costurada no corpo de Robb? Talvez. A cabeça de Vento Cinzento foi costurada no corpo de Robb? Umm ... não, isso é, provavelmente, logisticamente impossível.
O pescoço do homem comum tem 16 polegadas de circunferência. O pescoço médio do pastor alemão tem 18 polegadas de circunferência e é provavelmente comparável ao de um lobo cinza comum. Você poderia costurar a cabeça de um lobo no corpo de um homem e sabemos que há uma matilha gigante de lobos na área graças a Nymeria.
Por outro lado, Vento Cinzento é um lobo gigante. Qual é o tamanho do pescoço de um lobo gigante?
Meio enterrada na neve manchada de sangue, uma forma enorme atolava-se na morte. Em sua desgrenhada pelagem cinzenta formara-se gelo, e um tênue cheiro de putrefação impregnava-a como perfume de mulher. Bran viu de relance os olhos cegos repletos de vermes, uma grande boca cheia de dentes amarelados. Mas foi o tamanho da coisa que o fez ficar de boca aberta. Era maior que seu pônei, com o dobro do tamanho do maior cão de caça do canil de seu pai.
– Não é aberração nenhuma – disse Jon calmamente. – Isso é uma loba gigante. Esses animais crescem mais do que os da outra espécie.
(AGOT, Bran I)
Maior que um pônei e duas vezes o tamanho do maior cão do canil? Bem, se o pescoço tem o dobro do tamanho dos cães de caça maiores, podemos dizer com segurança que tem mais de 36 polegadas de circunferência - boa sorte costurando isso no corpo de um homem grande. Talvez devêssemos fazer a comparação do pônei. A circunferência média do pescoço de um pônei é de 40 polegadas... Mesmo se aceitarmos, argumentando que Gray Wind não estava completamente crescido como sua mãe, sua cabeça ainda é grande demais para caber no corpo de Robb. Se uma cabeça foi costurada no corpo de Robb, era a cabeça de um lobo normal, não a de Vento Cinzento.
Portanto, vimos que não temos relatos reais em primeira mão do que aconteceu, exceto o de Merrett, que provavelmente não é super preciso e que confirma que Vento Cinzento foi libertado. Também temos uma segundo relato de Walder Rivers e Edwyn Frey. Essas são os únicos relatos diretos que temos do que aconteceu com Vento Cinzento.
– [...] Diga-me, Sor Raynald Westerling conta-se entre esses cativos?
– O cavaleiro das conchas? – Edwyn fez uma expressão de desprezo. – Esse pode ser encontrado alimentando os peixes no fundo do Ramo Verde.
– Ele estava no pátio quando nossos homens foram abater o lobo gigante – disse Walder Rivers.– Whalen exigiu-lhe a espada, e ele a entregou com bastante docilidade, mas quando os besteiros começaram a encher o lobo de flechas, pegou no machado de Whalen e libertou o monstro da rede que lhe tinham atirado. Whalen diz que recebeu um dardo no ombro e outro nas tripas, mas ainda conseguiu chegar ao adarve e se atirar no rio.
(AFFC, Jaime VII)
Então, sabemos que Raynald foi capaz de lutar e fugir, pelo menos até certo ponto, e que ele foi capaz de libertar Vento Cinzento. Então, GRRM nos diz que não sabemos se Reynald foi morto. Se não sabemos se eles foram capazes de matar Raynald, como saberemos que eles foram capazes de matar Vento Cinzento?
– Deixou uma trilha de sangue nos degraus – Edwyn acrescentou.
– Encontraram seu cadáver mais tarde? – Jaime quis saber.
– Encontramos mil cadáveres mais tarde. Depois de passarem alguns dias no rio, ficam todos muito parecidos uns com os outros.
(AFFC, Jaime VII)
Nota-se que ele não diz que eles encontraram um cadáver usando o brasão dos Westerling, que ele afirma conhecer. "O Cavaleiro das Conchas?" Seu conhecimento do brasão também implica que Raynald usava o brasão, o que o tornou bem conhecido pelos outros. É improvável que Edwyn estivesse familiarizado com os brasões de casas menores do Ocidente. Eles encontraram corpos, mas aparentemente nenhum ostentava o símbolo conhecido do cavaleiro das conchas. Isso significa que Raynald provavelmente está vivo, ou pelo menos que seu corpo nunca foi encontrado. Se Raynald está vivo, Vento Cinzento provavelmente também está vivo. Eu acho que teria sido mais fácil para Vento Cinzento escapar do que Raynald. Afinal, Vento Cinzento foi nomeado por ser muito rápido:
Robb chamara seu lobo de Vento Cinzento, porque ele corria muito depressa. (AGOT, Bran II)
Como muitos respondem a quaisquer teorias apresentadas aqui ou em outros lugares, “qual seria a função narrativa da história/enredo da sobrevivência de Vento Cinzento?” Bem, muitos falaram sobre o significado de Sansa e Arya perderem seus lobos e, assim, se separarem de sua "matilha". O simbolismo é óbvio. E para Arya, enquanto ela está longe de sua "matilha", Nymeria ainda está viva e ligada à família, ela pode encontrar o caminho de volta e se reunir com sua loba gigante. Pobre Sansa - ela não tem uma loba para recuperar…
Notavelmente, muitas teorias sobre Sansa teorizam que, depois de perder Lady, ela simbolicamente deixou de ser uma Stark e que sua história acabará por torná-la uma Stark novamente. Que melhor maneira de voltar ao grupo do que recuperar um lobo gigante….
Ele os enfeitiçou, pensou Alayne naquela noite, enquanto, na cama, ouvia o vento uivar junto às suas janelas. Não saberia dizer de onde a suspeita viera, mas uma vez que lhe atravessou a mente não a deixou dormir. Virou-se e se remexeu, roendo a ideia como um cão faria com um velho osso. Por fim, levantou-se e se vestiu, deixando Gretchel com seus sonhos.
(AFFC, Alayne I)
Além disso:
Havia gelo sob seus pés e pedras quebradas só à espera para torcerem um tornozelo, e o vento uivava ferozmente. Soa como um lobo, Sansa pensou. Um lobo fantasma, tão grande quanto as montanhas.
(AFFC, Alayne II)
Olá, Vento Cinzento! E ao entrar na pele de simbolicamente, ela poderá sentir a presença de Robb ainda lá. Afinal, suas últimas palavras ecoam a última palavra de Jon. "Vento Cinzento ..." "Fantasma".
EXTRA 1: Evidência de que a Muralha não impede o aviso ou os lobos-diretos de se sentirem:
Em A Fúria dos Reis, Jon está ao norte da Muralha com Qhorin Meia-Mão quando ele tem este sonho:
Havia cinco onde devia haver seis, e estavam espalhados, todos separados uns dos outros. Sentiu uma profunda sensação de vazio, de incompletude. A floresta era vasta e fria, e eles eram tão pequenos, tão perdidos. Os irmãos estavam longe, em algum lugar, e a irmã também, mas tinha perdido seus rastros. Sentou-se nos quartos traseiros e levantou a cabeça para o céu que escurecia, e seu choro ecoou pela floresta, um som longo, solitário e lamentoso. Enquanto o som morria, aguçou as orelhas, à escuta de uma resposta, mas o único ruído foi o suspiro da neve soprada pelo vento.
Jon?
O chamado veio de suas costas, mais baixo do que um sussurro, mas forte. Pode um grito ser silencioso? Virou a cabeça, em busca do irmão, de um vislumbre de uma silhueta esguia e cinzenta em movimento sob as árvores, mas nada havia, só…
Um represeiro.
Parecia ter brotado da rocha sólida, com as raízes brancas contorcendo-se de uma miríade de fissuras e rachaduras finas como fios de cabelo. A árvore era fina comparada com outros represeiros que tinha visto antes, pouco mais do que um broto, mas crescia diante de seus olhos, com os galhos engrossando à medida que se estendiam para o céu. Com prudência, deu a volta no tronco branco e liso até encontrar o rosto. Olhos vermelhos olhavam-no. Eram olhos ferozes, mas satisfeitos por vê-lo. O represeiro tinha o semblante do irmão. Teria o irmão sempre tido três olhos?
(ACOK, Jon VII)
Pela maneira como é descrito, parece que isso é veio do Bran pós-Corvo de Sangue, mas esse não é o caso. Afinal, como vimos em A Fúria dos Reis:
Ali, na escuridão frígida e úmida da tumba, seu terceiro olho finalmente abrira-se. Conseguia alcançar Verão sempre que quisesse, e uma vez tinha até mesmo tocado Fantasma e falado com Jon.
(ACOK, Bran VII)
Bran estava em Winterfell, Jon e Fantasma estavam ao norte da Muralha, e Bran estendeu a mão e tocou Fantasma e conversou com Jon. A parede não bloqueia a detecção dos outros lobos.
Além disso, em A Tormenta de Espadas, Fantasma está ao norte da Muralha e Verão não, mas é isso que Verão pensa:
Mas às vezes conseguia senti-los, como se ainda estivessem com ele, escondidos de sua vista apenas por um pedregulho ou um pequeno bosque. Não era capaz de cheirá-los, nem de ouvir seus uivos noturnos, mas sentia a presença deles atrás de si... todos menos a irmã que tinham perdido.
(ASOS, Bran I)
Então isso novamente parece indicar que Verão podia sentir Fantasma, mesmo quando ele estava ao norte da Muralha.
Finalmente, a Muralha não era uma barreira para Varamyr entrar na pele da águia de Orell:
O troca-peles tinha um rosto cinzento, ombros redondos e era calvo, um homem que mais parecia um rato com olhos de lobisomem.
– Depois de um cavalo se habituar à sela, qualquer homem pode montá-lo – disse ele em voz baixa. – Depois de um animal se juntar a um homem, qualquer troca-peles pode entrar nele e montá-lo. Orell estava definhando dentro de suas penas, por isso fiquei com a águia. Mas a junção funciona nos dois sentidos, warg. Orell agora vive dentro de mim, murmurando como o odeia. E eu posso pairar por cima da Muralha e ver com olhos de águia.
– É assim que sabemos – disse Mance. – Sabemos como vocês eram poucos quando detiveram a tartaruga. Sabemos quantos vieram de Atalaialeste. Sabemos como seus suprimentos minguaram. Piche, óleo, flechas, lanças. Até a escada desapareceu, e aquela gaiola só pode içar uns poucos. Nós sabemos. E agora você sabe que sabemos.
(ASOS, Jon X)
Não acho que a Muralha bloqueie a mudança de pele ou impeça os lobos gigantes de sentirem uns aos outros.
EXTRA 2: Por que Vento Cinzento não pode ser detectado?
Eu acho que há várias possibilidades que explicam Vento Cinzento não ser sentido. Estas são as três que considero mais fortes:
  1. Vento Cinzento agora é especial entre os irmãos lobos gigantes, já que ele não tem mais seu ser humano. Isso pode interromper a conexão que lhes permite sentir um ao outro.
  2. Se Robb entrou na segunda vida em Vento Cinzento, pode ser que Fantasma não o sentisse mais como irmão - ele agora é um ser composto (Robb + Vento Cinzento) em vez de um ser autônomo.
  3. A capacidade de sentir um ao outro depende da força de vida dos irmãos. Mesmo que tenha sobrevivido, Vento Cinzento ficou gravemente ferido e pode estar à beira da morte, sem força vital suficiente para que seus irmãos o sintam.
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2019.12.22 22:49 anubiscyber Ajuda pra achar um antigo comercial de celular

já procurei antes e não acho nada relacionado Eram uma série de 3 comerciais que parece ser no inicio das telas de LCD dos celulares por de 98-2000.eu acho que era LG mas não tenho certeza
Sempre era alguém falando num celular (atores) e tinha um quadrado onde passava uma animação em pixel art
1-O ator chamava o boneco de cabeça
[Na animação] Era de um cara que ia passou no cabeleiro e conforme mudava a corte ele ficava mais bravo ate ele fica careca e ficar com o rosto todo vermelho.
2-O ator ficando perguntando como foi o encontro e na parte da cortina falava xiiiii
[Na animação] Um cara conhece uma mulher na balada ,paquera a mulher,aparece eles no carro e eles vão no motel,depois mostra um silhueta da mulher mijando em pé detrás da uma cortina amarela eu acho.
3-A atriz fica perguntando se amiga pois silicone
[Na animação] Aparecia uma mulher loira com vestido vermelha pulando pq colocou silicone,e dps corta pra bunda aumentando e aparece uma caras de homens no fundo babando.
Alguém lembra disso e pode me ajudar com alguma informação?
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2019.08.29 00:09 RenatoXm Meu primeiro post (pequeno conto de terror)

Há muitos relatos que para os mais sensatos se trata de apenas um conto de fada, mas os mistérios sempre me encantaram, tal opinião já me questiono neste momento rezando para esquecer o que foi visto e desejando que ninguém encontre essas notas, pois o que estou prestes a descrever jamais sairá de minha cabeça e levara a minha ruina mental e física.
Certo dia fazendo um estudo sobre uma pequena cidade pequena cercado por uma grande floresta, havendo apenas uma grande base militar H.P Louver ao lado. Me deparei com muito material envolvendo lendas absurdas desde criaturas fantasiosas a seres bíblicos, decidi visita lá. Primeiro fui direto para o hotel que mais parecia uma mansão abandonado cercado por arvores, na recepção havia um senhor que deveria ter por volta de cinquenta com um olhar tenebroso, o silencio era de matar se podia ouvir o vendo passando pelas podres tabuas de madeira enquanto ele pegava a sala, observei um quadro gigante que se destacava o que parecia ser um grande banquete que havia ocorrido a tempos nesse lugar, onde todos estavam dançando, uma bela pintura que se destacava na tenebrosa parede preta. Ao olhar ao lado de fora a cidade parecia deserta e o clima sempre fechado com uma nevoa que sempre pairava a arquitetura parecia ter mais de cem anos não tendo nada moderno, a não ser a grande base militar que era distante, mas sua magnitude e chaminés jogando a todo momento um gás branco se destacavam, a cidade parecia ter parado no tempo. A caminho do meu quarto notei que não havia nenhum outro hospede além de mim, foi então que eu ouvi um som agudo, estridente, como alguém passando a unha em um quadro, se tratava de um violino, mas eu não consegui perceber de onde vinha pois já havia parado, como já estava tarde eu fui direto dormir.
Durante a noite começou uma terrível tempestade que me acordou abrindo minha janela, em seguida um raio do qual o som foi estrondoso como se tivesse caído em cima de mim, no mesmo instante o violino começou a tocar, mas agora em uma frequência diferente, sendo mais agressiva e desafinada, tudo aquilo fez eu perder o sono e decidir ver de onde vinha o som. O hotel pairava sobre total escuridão da qual fazia meu coração bater lentamente me medo, por sorte havia uma vela no meu quarto da qual peguei para iluminar meu caminho, eu caminhava em direção a melodia enquanto a madeira gemia como se fosse quebrar a qualquer momento, o som cada vez se tornava mais agressivo, como se as cordas tivessem prestes a se romperem como a minha sanidade faria, já de frente da porta de onde vinha o som eu a abri e imediatamente o som parou, não havendo algo ou alguém, apenas caixas vazias, nisso a porta atrás de mim se fechou violentamente e minha vela se apagou, a escuridão havia tomado conta do local, meus batimentos cardíacos estavam extremamente acelerados e o pânico era algo bem perceptível, comecei a fazer barulho, quando ouso paços vindo do corredor, a medida que eles se aproximavam eu ficava mais apavorado ao momento que o medo tomou conta de meu corpo e apenas se paralisou, quando a porta se abriu se tratava do criado.
- Posso saber por que está aqui?
- Eu ouvi um violino e fiquei trancado – respondi tremendo de frio e medo.
- Não seja maluco não há mais ninguém hospedado além do senhor, melhor voltar ao seu quarto.
Neste momento eu comecei a duvidar da minha sanidade e dos meus sentidos era possível que a cidade estava mexendo comigo? Talvez aquela nevoa? Algo que havia comido? Ou apenas estava muito paranoico a perder a cabeça? Não quis pensar muito sobre isso, tomei alguns remédios e fui dormir.
Já na manhã seguinte, decidi que iria explorar a cidade, então optei pela floresta que se encontrava atrás do hotel, levei alguns suprimentos e parti em sua direção. Na sua entrada era algo que me causava certa dualidade, pois ao mesmo tempo que me impressionava com o seu vislumbre fantasioso, seu real terror era algo visível. Diferente do hotel havia pessoas lá, das quais me encaravam a todo tempo com os mesmos olhares sinistros. Seguindo pela trilha dava em um cemitério que parecia estar abandonado, mas havia uma pessoa da qual não consegui distinguir gênero pois se trajava completamente de preto e estava de costas, eu comecei a observa as lápides sendo que os próprios nomes eram bem distintos como Morgan, Jeffrem, Forbes, as idades também eram intrigantes se tratando de várias décadas até séculos, foi então que a figura misteriosa começou a tocar a mesma música do hotel, replicando o mesmo agudo que fazia até minha cabeça doer, ao se virar sorriu para minha direção, um sorriso do qual não foi nada amigável mas apavorador.
- Olá senhor qual seu nome? – perguntei com certa relutância.
- Morgan - respondeu ele com uma voz profunda.
- O senhor que criou essa música?
- Não eu ouvi muito tempo em uma festa.
Eu havia ficado muito confuso, mas não queria ser indelicado e o deixei voltar ao seu luto, não havia muito mais o que ver ali além das lapides, decidi sair, mas ao olhar para o chão a neblina que não havia no começo havia aparecido novamente, sendo impossível achar o caminho correto de volta pois tampava a trilha, então comecei a apenas vagar por dentro da mata, da qual a todo momento tinha a impressão ou de ouvir algo ou de ver alguém, estava claro que aquela nevoa não estava me fazendo bem, cansado decidi fazer uma parada e sentar ao pé da arvore esperando a nevoa sumir, me perdendo em meus pensamentos dos quais estavam questionando tudo naquele ponto, então vejo o que parece ser uma mulher com um vestido de gale rasgado e um buque com as flores mortas bem ao longe, ela estava apenas parada me observando e estendeu o braço para a frente como me oferecesse o buque, neste momento me levantei e comecei a correr com toda minha velocidade e de repente a melodia sombria começa mais uma vez, só que dessa vez parecia que vinha de todos os cantos de forma mais intensa, eu continuei a correr sem ao menos olhar para trás, a adrenalina era algo que nunca havia sentido antes, quando por descuido tropeço e caiu inconsciente no chão.
Ao abrir os olhos novamente percebo que estou de volta ao hotel, mas especialmente em meu quarto, sendo que não tinha como tudo aquilo tem sido apenas um sonho, seria esse um sinal que eu havia enlouquecido? Comecei a olhar em volta vi alguns machucados, logo considerei que aquilo realmente havia acontecido, ainda escrevendo isso me questiono não apenas desse momento, mas todos. Após essa experiência horrível decidi conversar com o recepcionista sobre um local que eu poderia ir, ele sugeriu a igreja sendo o prédio mais antigo da cidade, ficando no final da cidade.
A estrutura era algo de outro mundo com uma arquitetura medieval intacta, ao entrar, seu interior certamente impressionava, não era noite, mas a igreja se encontrava em completa escuridão da qual poucos vales só davam conta de iluminar o palco e a grande cruz, eu continuei caminhado em direção ao palco quando aparece o que parecia ser uma pessoa da igreja trajando uma longa roupa preta, ele então foi até a primeiro banco e sentou como se eu não estivesse ali, eu permaneci parado o observando, ele então com toda a calma andou até mim
- Olá meu filho o que procura?
-Respostas eu acho... por que essa cidade não tem quase ninguém e por que essa maldita nevoa esta por todo lado?
-Bem... a nevoa se trata do clima e da poluição da base militar, já em relação as pessoas... – Parando para fazer uma rápida oração. – A muitos anos já quando essa cidade era importante ouve um grande baile do qual todos da cidade participaram... muitos se questionam daquela noite, mas na hora da música o local começou a pegar fogo... matando todos lá, sendo reconhecido como “A última melodia”.
Nesse momento minha única reação foi o desespero, do qual não havia sentido nunca em minha vida, eu sai correndo com lagrimas, não de tristeza, mas sim medo do qual havia tomado meu corpo por completo e passou a me controlar, minhas mãos tremiam como se estivesse o maior frio possível, minha foz tremula só conseguia pensar “Droga”. No hotel o recepcionista notou meu estado.
-Meu senhor tudo bem?
-E... Eu... tenho de ir...
-Temo que não será possível por conta da tempestade que ouve a estrada está bloqueado, sendo só possível sair amanhã à tarde.
Aquilo simplesmente me deixou mais nervoso, eu não iria conseguir dormir, meu corpo estava a mil, cada parte do meu corpo sentia que toda aquela situação estava errada, eu decidi tentar tomar um ar. Do lado de fora notei várias silhuetas de pessoas das quais estavam viradas para minha direção, do meio delas saiu um homem, que caminhava calmamente em minha direção, eu apenas fique imóvel, congelado com as mãos na minha cabeça gritando como um lunático, quando olhei novamente em sua mão ele estava com um violino, do qual pegou e começou a tocar, eu decidi não ter medo, corri em sua direção o derrubando, após peguei seu violino e bati repetidamente contra sua cabeça fazendo ele se misturar com o crânio, aquilo havia sido muito caótico, com as mãos cheias de sangue eu fecho os olhos e respiro bem fundo, sendo uma sensação boa da qual em seguida foi substituída novamente pelo terror, o homem que se encontrava no chão era o mesmo que eu havia encontrado na igreja e em seu crânio estava um grande livro, diante daquilo eu não pude fazer nada a não ser cair no chão e começar a chorar e perder o controle em medida que a nevoa pairava sobre meu corpo, fiquei lá por algum momento, me perguntando como havia me metido nessa situação e qual era a situação. Após recobrar o que restara de juízo pego o livro da cabeça dele e parto para meu quarto.
Seu conteúdo seria completa loucura, mas diante de tudo que havia presenciado levei aquilo como verdade, se tratava da música a qual tinha sua origem antes mesmo da criação do mundo, uma complexidade que nenhuma pessoa poderia entender (e ainda não entendo), citava o fogo que ocorrera no hotel falando que a causa foi a música. Eu fechei o livro e começo a ouvir gritos, ao sair correndo do quarto tudo estava pegando fogo e dos poucos funcionários estavam varias pessoas e em baixo do quadro um violinista, O PANICO! OS GRITOS! As chamas pareciam e sentia ser real eu apenas gritava tentando achar uma saída, das pessoas em desespero pude reconhecer o homem que havia visto no cemitério, eu caio de joelhos e me rendo as chamas, me rendendo a loucura, quando sinto em meu ombro uma mão que era do mesmo recepcionista de sempre, todas as chamas haviam se apagado, mas ainda em desespero começo a agarra-lo deixando cair um crachá que só pude ler H.P Louver.
-Meu senhor temo que a cidade está mexendo com você..., mas as boas notícias são que a estrada está quase disponível apenas mais algumas horas e o senhor poderá voltar a sua cidade.
Aquilo era o que eu precisava ouvir para ficar mais calma, de volta ao meu quarto eu tomei todos os remédios que havia tomado para poder dormir. No dia seguinte eu finalmente estava saindo daquela maldita passando pela base militar da qual diferente da cidade parecia completamente populosa e misteriosa, mas após o que havia passado estava cheio dos mistérios.
Termino meu relado, caso alguém o encontre não seja burro de ir até lá, minha mente ainda se encontra turva e perdida as noites só são suportáveis com toneladas de remédios, dos quais por muitas vezes nem sequer fazem efeitos, mas no final posso afirmar que tudo que eu presenciei se trata de.... NÃO! Não pode ser A MUSICA! ESSE ESTRIDENTE! MINHA TORMENTA!
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2019.06.12 18:25 KoboldLanceiro Leitura crítica do conto "Paredes"

Paredes

As trilhas que se aventuravam pela Floresta de Lövren eram ímpares.
Os grandes pinheiros eram muralhas que protegiam os viajantes da incerteza da natureza além das trilhas.
Há pouco havia amanhecido. O sol iluminava o topo das árvores pela primeira vez no dia, a manhã estava fria, as folhas úmidas flutuavam no vento e o corpo de Frederick protestava contra a decisão de se levantar da cama tão cedo.
A viagem até o grande lago era longa. Se saísse cedo pela manhã era possível alcançar a margem das águas escuras pela noite. Frederick alimentou os dois cavalos que puxariam sua carroça pela trilha. Tinha organizado os suprimentos na noite anterior já que o nervosismo tinha lhe tirado o sono. Tomou sua xícara de café com calma enquanto olhava pela janela da cozinha. A pouca neve que havia caído era um bonito contraste com o verde da mata e o azul do céu.
Ele podia ver a fronteira da Floresta no horizonte à frente da sua janela. Sua respiração quente criava vapor com o vento frio e o café esquentava a palma de suas mãos e seu corpo. Frederick se sentia confiante sobre a viagem que viria. Ele havia se decidido sobre a viagem há algumas semanas e o cansaço não seria nada quando chegasse ao seu destino. Diziam que o lago à noite era único e em todas as vezes que contava para sua esposa sobre seus planos, Frederick deixava claro o quanto queria ver com seus próprios olhos tudo que as águas guardavam.
Assim que terminou seu café caminhou em direção ao quarto do seu filho. Frederick reparava e reprovava as paredes da casa. O branco desbotado não criava a sensação de lar que ele sempre imaginou. Gostaria que seu filho crescesse em uma casa mais aconchegante e estava tentando juntar dinheiro para isso. Ele tinha as cores perfeitas para o ambiente já decididas e não via a hora de poder pintar as paredes sem vida. Quando entrou no quarto do pequeno Matias o bebê tinha acabado de acordar e ameaçava chorar. Frederick pegou seu filho no colo, deu um beijo em sua testa e o levou até o quarto de Martha.
O homem parou alguns minutos na porta enquanto admirava sua esposa. Martha havia dado à luz a Matias há pouco menos de um mês e ainda sentia as dores do parto. Pouco tempo depois do nascimento do seu filho ela adoeceu e Frederick cuidava de tudo enquanto Martha repousava. O homem foi até sua esposa e a acordou gentilmente. Os dois conversaram por alguns minutos e se despediram. Martha já sabia da pequena viagem de Frederick e estava animada pelo marido. Ele andava falando disso já havia algum tempo e finalmente arranjou tempo para ir. Martha queria acompanhar Frederick, é claro, mas sabia que os dois teriam outras oportunidades. Ela precisava se sentir melhor para poder passar mais tempo com o pequeno Matias.
Enquanto os dois conversavam Martha brincava com seu filho. As dores que ela sentia a impediam de se movimentar muito e depois de algum tempo Frederick colocou o bebê de volta em seus braços.
Frederick tentou desajeitadamente colocar mais um cobertor em cima de Martha com uma mão enquanto equilibrava Matias no outro braço, a deu um beijo de despedida e deixou que sua esposa dormisse mais. Foi até a carroça no pequeno curral e a organizou com os grandes cobertores de pele, fazendo um pequeno abrigo. Fez carinho nos dois cavalos que o puxariam pela trilha, se agasalhou e montou na carroça. A madeira rangeu e ameaçou se partir quando o veículo começou a se mover. Frederick havia herdado a carroça de seu falecido pai, e mesmo a madeira estando velha e quebradiça, ele nunca pensou em trocá-la. A carroça não parecia feliz com a viagem.
Enquanto a carroça se aproximava da Floresta, o vento e os pássaros enchiam o ambiente. O ar frio era leve e transmitia calma a Frederick, mas assim que atravessou a fronteira dos grandes pinheiros, a atmosfera mudou completamente. De repente só se ouvia o barulho da carroça e da respiração dos cavalos. Frederick sabia que muitos animais viviam naquele local, mas não conseguia ver nenhum sinal deles. O silêncio da Floresta era absoluto até o momento em que sua carroça rompeu a barreira dos pinheiros. Agora o viajante se sentia ofendendo aquele novo mundo à sua volta.
O vento frio que que ia de encontro com seu corpo não fazia com que os galhos se mexessem. Tudo dentro da Floresta era estático. A mata parecia presa no tempo, e Frederick não tinha ideia do quão perigoso isso podia ser. Os cavalos pareciam nervosos e caminhavam com hesitação. As rédeas eram estaladas para lembrar aos animais que eles tinham um trabalho a fazer, que em resposta cumpriam seu dever com má vontade. Os imensos pinheiros iam até o céu enquanto se entortavam a tentavam tampar o céu.
A maior parte da manhã passou sem surpresa. Frederick pareceu se acostumar com a sensação que a Floresta transmitia, mas isso não a fez mais agradável. Não era a primeira vez que ele havia entrado no território, é claro, mas a novidade era se aventurar tão fundo nas trilhas. Algumas horas antes da pausa que faria para o almoço, a trilha foi obstruída pela silhueta de um animal metros à frente. Os cavalos pararam ainda distantes e Frederick resolveu investigar já que sua condução se recusava a caminhar.
Foi se aproximando lentamente com seu rifle em mãos. Sentia suas pernas tremerem e preferiu pensar que era só por conta do frio que sentia. Ao chegar mais perto percebeu que um lobo cinza jazia jogado na estrada. Frederick congelou quando percebeu o lobo, mas se aliviou quando notou que animal estava morto. Uma grande ferida abria seu corpo do alto da garganta até o início da cauda. O lobo estava praticamente dividido em dois. Frederick averiguou que os órgãos do animal estavam espalhados por todos os lados e que os olhos haviam sido arrancados.
Tudo indicava que aquilo tinha acontecido há poucos minutos. O sangue do lobo ainda se espalhava pelo chão e os órgãos eram movidos por espasmos. Frederick conseguia ouvir a respiração fraca de um animal que morreria a qualquer momento. O homem aguardou impacientemente que o lobo morresse de uma vez. Queria acabar com as dores do animal, mas se sentiu incapaz. Algo sobre como o animal foi atacado deixava Frederick incerto. Tinha medo de que o culpado ainda estivesse por perto, sendo um outro animal ou não, e se sentia observado.
Frederick tentava racionalizar em como não havia conseguido ouvir o animal ser atacado. Não notou nenhum rastro por perto. Frederick tinha muitas dúvidas e nenhuma resposta. Preferiu agarrar-se à ignorância do que descobrir as respostas que não gostaria de saber.
Quando Frederick deixou de ouvir a respiração do lobo, após alguns cruéis minutos, decidiu arrastá-lo para fora do caminho. Puxando o animal pelas patas dianteiras o colocou entre os pinheiros ao lado da trilha. Frederick sentia que algo puxava o lobo para o lado contrário. O cheiro de sangue começava a causar ânsia em Frederick enquanto ele pensava ter visto mãos velhas e cadavéricas puxando o animal para o chão e ele rapidamente, sem concluir sua ideia, voltou à carroça. Acelerou o passo dos cavalos e deixou para trás o cadáver. Percebeu que suas mãos estavam sujas de sangue pela primeira vez e tentou, em vão e com nervosismo, limpá-las no casaco.
Era hora do almoço quando Frederick fez sua primeira pausa na viagem. Numa pequena clareira o homem montou uma pequena fogueira e colocou sob o fogo sua panela portátil. Desceu à direita da trilha para o rio que cortava a Floresta para lavar suas mãos enquanto a panela esquentava o ensopado que ele havia preparado na noite anterior.
Colocando as mãos no rio viu o vermelho que pintava suas mãos ser levado correnteza abaixo. Se perdeu em como à medida que o sangue ia saindo suas palmas voltavam à sua cor desbotada.
A água gelada puniu as mãos de Frederick depois de ficar imersa alguns segundos a mais que o ideal. Quando o homem acabou e se levantou novamente, sentiu como se o mundo rodasse e ouviu um barulho vindo da outra margem do rio. Frederick estava tonto e tentava encarar as árvores enquanto sua visão se distorcia. A outra margem parecia se distanciar cada vez mais e os pinheiros se afastavam e abriam um caminho que ia se retorcendo e escurecendo. Tudo a sua volta parecia se derreter e ser levado pelo rio enquanto ele tentava se manter em pé. No meio dessa trilha Frederick viu uma pessoa. Foi difícil entender o que ele estava vendo mas percebeu uma silhueta feminina. A figura com braços sujos das mãos até os cotovelos encarou o homem, que perdeu noção do tempo que ia se passando.
Frederick viu que a mulher dizia algo, mas ele não conseguia ouvir. Frederick quis chegar mais perto, mas o rio agora parecia ameaçador. As águas estavam completamente negras e a correnteza forte ameaçava leva-lo para o fundo.
Em um clique enquanto Frederick piscou os olhos tudo voltou ao normal. Ele se sentia um pouco tonto e sentiu seu estômago se revoltar por conta da fome. Caminho de volta até seu pequeno acampamento enquanto colocava suas mãos no bolso para poupá-las de sentir mais frio. Já não havia sangue em suas mãos, mas Frederick não sentia que elas estavam mais limpas que antes.
Preparou duas refeições de ensopado de coelho com alguns legumes e pedaços de pão velho. Não se apressou em almoçar e curtiu cada colherada que colocava na boca. Sentir a comida quente aquecer seu corpo quase conseguia tirar sua mente de tudo que havia visto durante sua viagem. Quando finalmente guardou o que usou no almoço e se ajeitou novamente para seguir viagem, sentia-se motivado a chegar até o lago.
A viagem durante a tarde pareceu render muito mais que o normal. Frederick só reparou quantas horas tinham se passado quando precisou acender um lampião para iluminar seu caminho. Já estava muito fundo na Floresta e dessa vez nem o barulho da carroça parecia fazer diferença. O silêncio era tudo. As vezes a tonteira ia e vinha, mas depois de algum tempo ele se acostumou com a sensação incômoda. Sua mente vagava entre as lembranças da mulher entre as árvores e do lobo na trilha. Lembrou-se de casa e de Martha e se perdeu na visão do lobo e em suas mãos sujas. Mas mesmo assim seguia em frente. Depois de várias horas de viagem desde seu almoço, a luz dos dois lampiões dianteiros finalmente iluminou o início de uma grande clareira. Frederick tinha chegado ao seu destino.
O lago era lindo à luz da lua. Os altos pinheiros e os vagalumes que flutuavam no ar davam a impressão de que Frederick havia encontrado um oásis. O centro do lago era coberto por uma densa neblina que aos poucos avançava até à margem. Frederick desceu da carroça com a barriga fria com o nervosismo. Suava frio e suas mãos tremiam. O homem retirou o rifle das costas e o repousou no banco da carroça.
Lentamente se aproximou das margens do rio e colocou seus pés dentro da água. Caminhou até que a água alcançasse seus joelhos e se viu dentro da neblina. Sentiu-se ameaçado quando ouviu movimento na água à sua frente e observou a neblina abrir caminho para uma mulher que vestia preto e um colar com uma pedra verde que parecia pulsar. Sua pele era de um tom acinzentado e seu cabelo era curto e despenteado. Os olhos da mulher eram negros como o céu da noite e seu sorriso tinha algo que incomodava. Ele parecia ser grande demais ou que estava um pouco distorcido no rosto da pessoa a sua frente. O homem não conseguia entender o que causava tanta inquietação sobre o sorriso.
Mas independentemente do que estava o incomodando Frederick finalmente encontrou a mulher que procurando há muito tempo. Ele estava diante da Bruxa. A viagem não havia sido em vão.
A Bruxa pegou a mão de Frederick e a beijou lentamente. O homem sentiu que iria desmaiar. Ele olhava nos olhos da mulher e se sentia jogado no vazio. Aquilo vinha perturbando seus sonhos desde que se mudou para a fazenda com sua esposa. Ele estava feliz de finalmente tê-la encontrado. Mas não sabia se aquilo era a coisa certa a se fazer.
A Bruxa sussurrou coisas no ouvido de Frederick e o homem ouviu atenciosamente. Enquanto ela falava ele fechou os olhos e respondiam às perguntas acenando com a cabeça. Perdeu a noção de quanto tempo havia ficado dentro do lago, mas quando a mulher soltou sua mão e ele abriu seus olhos novamente, por um momento viu o que a Bruxa era de verdade. Frederick ficou maravilhado com o que via enquanto todo o seu corpo lutava em vão para sair dali. O homem se perdeu no labirinto da insanidade que ele mesmo havia construído em sua mente. Sua obsessão pela Bruxa tinha o levado até aquele momento.
Sorriu para si mesmo aliviado e sua tímida risada desconstruiu o perfeito silêncio daquela noite.
Saiu do lago e foi em direção à carroça. Sabia que não havia acabado. Subiu na parte de trás da carroça e correu suas mãos pelos vários cobertos de peles. Quando colocou seu filho Matias em seus braços pela primeira vez desde o almoço, o bebê chorou e protestou contra o vento frio que tocava seu rosto. Frederick foi caminhando em direção ao lago enquanto ninava seu filho. Na margem a Bruxa esperava ansiosamente pelos dois. O pai deu um beijo na testa do filho e o entregou para a mulher do lago. Os dois se olharam e a Bruxa sorriu para Frederick. O homem se sentiu orgulhoso, respeitado e amado.
Enquanto nos braços da Bruxa as roupas brancas de Matias eram manchadas pelo vermelho viscoso que sujava os braços da mulher.
Admirou enquanto a mulher desenhava símbolos na testa do bebê, que a observava atentamente em resposta. Quando os dois desapareceram na neblina, Frederick subiu na carroça novamente e começou a viagem de volta para sua casa.
Suas mãos estavam novamente sujas. Mas dessa vez, o sangue em sua pele não o incomodava mais.
Frederick não sabia como havia voltado para casa, nem quando tempo havia levado. Quando voltou a si sua carroça estava deixando os grandes pinheiros e ele via sua fazenda com as luzes acessas. Enquanto Frederick estava fora, Martha tinha se levantado e percebido que Matias não estava mais em casa. A mulher se desesperou em pensar que o marido havia levado seu filho recém-nascido para viajar na Floresta no início do inverno. Martha tentou ao máximo ficar acordada até que Frederick voltasse, mas os remédios e o cansaço físico venceram. Ela só conseguiu rezar e esperar.
Frederick entrou em casa com sua pequena mochila e o rifle em suas costas. Na sala de estar encarou as paredes e sentiu raiva. Ele nunca gostou da cor e sabia que tudo tinha sido ideia de Martha. Sentiu um ódio incontrolável e no corredor que levava para o quarto viu a Bruxa o convidando para entrar.
Frederick se armou de seu rifle e caminho até o quarto.
Não se importou com os gritos de Martha, porque finalmente ele iria pintar as paredes com a cor que sempre quis.
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2019.05.13 08:02 of_losers_and_men Preciso de um feedback pessoal

FUGIR E/OU ESCAPAR
Era sexta-feira, fim de tarde, só sabia por causa do relógio do computador em que eu trabalhava. Estava em um cubículo, sem janelas e uma luz branca amarelada doentia. A cada momento que passava os objetos perdiam sua forma e minha visão se turvava. Deu meu horário, minhas costas doíam, estavam pesadas. Minhas pernas quase não resistiam meu peso.
Peguei meus pertences sem dizer a ninguém e apenas saí, passando pelo bebedouro quase vazio, meus colegas que pareciam mortos por causa da rotina e pela escada que dava pra a luz no final do túnel.
Apenas queria quebrar a porta da saída e nunca mais voltar, mas quebrar a porta me prenderia a aquele lugar, e nada me repugnava mais.
Encontrei meu chefe enquanto saía:
-Indo já?
-Pois é, já terminei tudo e vou pra casa tomar umas (seu filho da puta)
-Certo, bom final de semana, te vejo segunda (espero que tenha feito meu trabalho, desgraçado)
-Pra você também (espero nunca mais te ver)
Nesse momento, enquanto ele virava para entrar pela porta rotatória, vi o sorriso condescendente do Sr. Engravatado, dois filhos, uma esposa e três casos dentro do escritório, tudo de pior que existe em uma pessoa emasculada e com sede de poder. Bom, o que eu poderia fazer se não ir no flow e deixar ele continuar com a vidinha sustentada por vários tipos dele.
Descendo as escadas da frente do prédio percebi que o chão parecia um grande espelho que refletia o frescor do crepúsculo por onde muitos rumaram. Uma grande pintura onde o amarelado e o alaranjado se transformavam em um violeta gelado. Enquanto eu nem percebi que, nas doze horas que eu fiquei dentro do meu cubículo, teria chovido ou que existia um sol que atravessou por todo o céu. O mundo passou por eternas mudanças enquanto eu fiz três relatórios que ninguém nunca irá ler ou saber da existência, doze horas que nunca existiram.
Eu sentei na borda do último degrau enquanto o amarelado se tornou avermelhado e o violeta se transformou no mais profundo azul índigo e pessoas passavam, homens e mulheres que tinham todos uma história e um propósito de porque estavam ali. E eu nunca iria conhecer essas histórias, nunca chegaria a compreender nenhuma dessas pessoas. Só conseguimos realmente compreender e conhecer as pessoas similares a nós, as demais nós as vemos assim como nós olhamos para os animais do zoológico.
Eu quero conhecer a vida, todas elas. Não conhecer números, porcentagens e representações minimalistas de pessoas por meio de uma tela luminescente que emana a luz preta e a luz branca. Quero beber da fonte da vida através das veias vermelhas e pulsantes da onde emana toda a excitação, medo, dor, prazer, tristeza e felicidade. Pela primeira vez vi as cores do céu, as pessoas que passavam ao meu redor e, sobretudo, como a essência da vida não transborda da segurança e da rotina.
Meu deus, pela primeira vez as luzes gritavam aos meus olhos, as pessoas existiam por si só e sentia a eminência da prisão em que eu estava entrando.
Quando eu voltei a minha consciência já estava de noite e chuviscando, o chão agora parecia fogos de artifício com a reflexão das luzes dos postes somado às gotículas de chuva. Fagulhas de uma mudança na beira do horizonte de eventos. Me levantei, me cobri com minha mochila e corri com toda a velocidade que eu tinha, não por causa da chuva, mas porque eu podia.
Finalmente eu estava livre, e sabia que se eu quisesse, podia deixar todas as minhas responsabilidades de lado e o mundo não acabaria. Eu não acabaria.
Só cheguei em casa vinte minutos depois, estava ensopado, meus papéis estavam destruídos e meu celular provavelmente pifado, mas eu não ligava, a adrenalina pulsava em cada um de meus capilares. Estava com fome, não tinha nada em minha geladeira. Lorna, minha vizinha de cima sempre tinha algo pronto, eventualmente passava lá para conversar e beber. Ela era uma escritora que vivia de sua herança, balzaquiana, olhos perfurantes e amarelos somados a uma perspicácia felina. A imagem que mais ela lapidou na minha mente é dela com um cigarro em uma mão, uma taça de vinho branco na outra, com um robe na sacada enquanto era banhada pelo luar.
Fui direto ao andar dela, era quase oito horas se minha percepção era correta, bati na porta e ela prontamente atendeu, com a sua marca registrada, seu vinho na mão.
-O que aconteceu? - ela disse, claramente desorientada.
-Tem algo pra comer aí? Preciso de qualquer coisa.
-Entra, você precisa se secar, depois você arranja algo da minha geladeira. - Estava um pouco irritada, com toda a razão, mas não estava em condições de levar em conta.
Ela me guiou até o banheiro da suíte e me deu umas roupas do pai falecido dela, que ainda guardava por conta do valor sentimental, senti a ternura daquele ato, me senti constrangido de usar algo tão infungível. Tomei meu banho. Finalmente estava descendo da euforia do momento. O banho quente serviu para tirar as toxinas dos exageros do espírito e da alma. Saí com o pijama de botão do pai dela, as janelas estavam abertas, o vento soprava gelado. Percebi que pela primeira vez estava em outro cômodo além da sala e da cozinha do apartamento dela, poucos retratos, em geral do pai, diversas estantes de livros no quarto e uma cama excepcionalmente organizada. Ao sair de seu quarto vi direto que ela estava lendo “A morte de Ivan Ilitch” e me percebeu observando-a:
-Achei que estava com fome. Pode se servir ao invés de me observar enquanto estou distraída.
-Desculpa- disse enquanto rumava para a geladeira
Peguei um pedaço de queijo e coloquei em um pão que tinha na mesa, fui me sentar ao lado dela enquanto comia. Resolvi perguntar sobre ela, nunca havíamos conversado sobre nossas vidas, apenas sobre nossas idéias:
-É o seu pai em todas aqueles retratos em seu quarto?
-...-O rosto apático e sarcástico por um momento transpareceu a angústia.
-Ele parece bem inteligente – Sussurrei, por causa do constrangimento que causara.
-Ele era...Foi por causa dele que resolvi escrever.
-Entendi...
Eu percebi o choro dela, mas ela tentou esconder, por isso fingi não ter acontecido nada. As luzes estavam apagadas, a única luz era a da rua e da lua, que entrava pela sacada e pelas janelas. Disse que iria fumar um cigarro na sacada, já não chovia, mas fazia frio. Então ela disse:
-É engraçada a vida né? Algumas pessoas fazem tudo certo e morrem iguais as pessoas que não ligam pra nada, é uma igualdade estranha – A tristeza se tornava raiva rapidamente.
-Realmente.
-Meu pai, ele desistiu de viver, não aguentou viver a vida que ele deveria levar, por isso eu decidi nunca... Eu não sei.
-Meus pêsames - Eu disse, vacilante.
Resolvi pegar um pouco de bebida, perguntei se ela queria, ela aceitou e indicou onde estaria o whisky que eu deveria pegar. Peguei dois copos e servi dois duplos. Dei a ela, que ainda estava na sacada, suas mãos estavam geladas, sua respiração, quente.
Não queria causar mais estresse a ela, fiquei em silêncio enquanto ela voltava ao sofá e eu terminava meu sanduíche. Perguntei no que ela estaria trabalhando. Ela respondeu que não sabia ainda mas estava perto de descobrir. Lavei o prato que usei e continuei a beber junto a ela. Eu estava febril, acredito que por causa da chuva ou por causa do álcool. Eu olhei para o lado e ela não estava mais na pose elegante que sempre ficava, mas com a cabeça jogada no encosto virada ao lado, me olhando. Senti aquela respiração lenta e quente, o cheiro doce e fresco que ela exalava, me inclinei para um beijo.
Nossos corpos se tocaram, o robe lentamente se escorregava para o lado, botões se desfaziam, o vento frio se chocava com o calor que exalávamos. Sua boca era doce e seu corpo era terno, naquele momento éramos apenas nós mesmos, por um segundo não éramos mais quebrados. Sua voz saía como os mais femininos sons, sua respiração era o amargo fumo que meu corpo ansiava.
Nada mais importava, nada mais nos afetava, era a brisa noturna, nossos hálitos alcoólicos, nossos desejos e nossas identidades ali. Sua respiração aumentava, cada vez mais rápida, cada vez mais próxima do clímax. E por um momento, nada mais existia.
Minutos depois, estávamos de volta na melancolia da noite e da luz do luar. Ela se vestiu, de um jeito que me pareceu que estava envergonhada, pegou um novo cigarro e ficou inclinada no batente da porta de sua sacada olhando para a silhueta dos prédios da cidade. Me vesti, não tinha mais um porquê de eu estar ali. Me despedi, agradeci pela comida e pela bebida e fui ao meu apartamento. Estava sozinho novamente.
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2019.05.07 13:47 alanterr 5 [lojas plus size] que você precisa conhecer 👠

Está cada vez mais fácil encontrar lojas que trabalham com moda plus size que conseguem ajudar todas as mulheres a encontrar os melhores modelos de acordo com o seu tamanho. E para te ajudar separamos aqui 5 lojas plus size que você precisa conhecer.
Você pode facilmente conferir marcas que disponibilizam lindos modelos de roupa, do tamanho 44 ao 70.
Mas se você ainda está pesquisando outras marcas, vamos apresentar hoje algumas opções de loja que arrasam no visual.

SIMONE TROIANO Simone Troiano uma loja curitibana, especializada em moda plus size, possui em sua loja online, os melhores modelos para você ficar sempre linda.
Peças lindas, incríveis e de elevada qualidade, para que toda mulher possa se sentir única. Você pode conferir nessa loja, modelos realmente lindos e sem dúvida, vai poder achar o seu estilo aqui.
O site conta com diversos tamanhos, desde o 46 até o 54. Você pode navegar pelo site nas diferentes categorias de roupas como, por exemplo, vestidos, blusas, calças, casacos e saias. Acessando o site agora, você pode conferir a moda primavera/verão 2019.

PSIL PLUS FASHION

Dona de um estilo muito chique a Psil Plus Fashion disponibiliza várias roupas lindíssimas para você encontrar o seu estilo e se sentir sempre linda e confortável.
São diversas opções e você ainda pode navegar por sessões exclusivas da loja online, onde você vai encontrar: blusas, calças, vestidos, saias, shorts, bermudas, casacos e até macacão.
Em breve a loja estará com novidade para a moda Praia, os Biquini Plus Size. A loja vai trazer novidades em estampas e modelos com uma grande variedade para poder agradar a suas clientes. Prepare-se para uma nova tendência de biquínis para a moda praia 2019/2020.
Pode ter certeza que vale a pena acessar o site e conferir os modelos disponíveis. Não deixe de conferir.

MARIA ABACAXITA

Para quem gosta de se vestir com estilo, elegância e qualidade em cada peça, precisa conhecer a Maria Abacaxita.
A marca carioca foi lançada em março de 2016 e tem como objetivo, levar a moda fun size para as jovens divertidas e descontraídas.

Passar algumas horas em frente ao guarda roupa sem saber o que vestir não vai ser mais uma realidade para você depois que conhecer a marca e começar a adquirir algumas peças lindíssimas da coleção atual.
Essa marca possui roupas de extrema qualidade. As estampas são exclusivas, com modelagem única e tiragem limitada, tudo para você se sentir ainda mais especial.

LARA LUIZA
É um show de beleza e qualidade a cada foto que você vê, no site da Lara Luiza.
Não tem quem consiga resistir a essas peças lindas e que pode com certeza, conquistar o estilo plus size de todas as mulheres.
Na loja online é possível encontrar modelos mais simples e clássicos como, por exemplo, as calças de tecido ou jeans, ou mesmo camisetas e blusinhas mais fresquinhas e que te deixam super confortável.
Mas se você gosta ou mesmo se deseja começar a inovar no visual, também pode encontrar alguns modelos bem estilosos, para variar o seu modo de se vestir.

EXXPERIMENTA

Quer ficar no estilo e ainda economizar muito? Nas compras acima de R$150,00 você tem frete grátis, para receber as suas comprinhas no conforto da sua casa. Mas a promoção pode ser por tempo limitado, então não deixe essa oportunidade passar.
Além de blusas e calças para você criar um estilo incrível, a Exxperimenta disponibiliza roupas cheias de estilo para a moda plus size, especialmente para as mamães.

É POSSÍVEL TER LOOKS INCRÍVEIS NA MODA PLUS SIZE?

Essa é uma dúvida realmente muito comum e especialmente, para aquelas mulheres que agora tem o desejo de se arrumar melhor e estão pesquisando mais sobre, como ter looks incríveis com a moda plus size.
Com as dicas especiais aqui do nosso blog, você vai descobrir que tudo o que precisa, é conhecer e assumir o seu corpo para então, descobrir as peças de roupa que mais combinam com o seu estilo e arrasar em todos os compromissos e principalmente, no seu dia a dia.
Tem alguns modelos que vamos mostrar agora, que são especiais e não podem faltar no guarda roupa plus size.
Se você gostar dessas dicas, pode conferir a disponibilidade das peças, nas lojas que indicamos anteriormente.
Um dos modelos de roupa mais indispensáveis, são as calças flare. Com o modelo mais justo do quadril ao joelho, modelo perfeito para conseguir disfarçar o quadril e alongar a silhueta.
Legenda – foto site – https://www.beline.com.br
O vestido midi também é uma peça indispensável e que cada vez, está conquistando mais o coração das gordinhas e deixando elas, ainda mais lindas.
Sinônimo de look moderno, é a opção certa para as mulheres que desejam valorizar a silhueta.

Gostou dessas dicas? Então fique sempre ligada por que aqui no blog, tem muitas dicas para saber exatamente como trazer todos os benefícios da moda plus size para a sua vida.
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2019.04.28 16:56 ankallima_ellen As Aventuras de Gabi nas Terras do Estrogênio – Vigésima Sexta Semana

As espinhas na cara não deixam dúvidas sobre a chegada da segunda puberdade. Ela está aí para todos verem. Estampada no meu rosto junto com um sorriso despretensiosamente fácil. Seis meses já se passaram e as marcas físicas finalmente começam a alinhar o corpo à mente. Os peitos, a bunda, a cintura, toda uma nova coleção de curvas à mostra. A pele mais macia, os pelos um pouco mais ralos e finos, o cabelo mais cheio e brilhante, novas texturas para colorir a nova silhueta. Os vislumbres do meu verdadeiro eu já não são tão efêmeros.

Algumas dúvidas do começo da transição, sobretudo se esse era o caminho certo, já não mais me perturbam. Certa estou de que não quero voltar àquele lugar tenebroso de outrora. Essa sou eu, mesmo que pessoas ao meu redor ainda custem a perceber ou a aceitar. Por mais que eu tente fingir que não me afeta, a questão da passabilidade está aí. Por mais que eu não me importe que saibam que eu sou trans, de fato, até gosto, afinal, essa sou eu e me orgulho de quem sou, quero ser lida como mulher. Ser chamada por pronomes masculinos, ou quando invocam o meu nome de registro ainda dói muito. Embora finja estar bem, em meu âmago sinto como se todo o esforço para me tornar quem sou foi em vão. Evocam os medos de ser eternamente um homem de saia. Por outro lado, mesmo quando acertam meu gênero ou nome, resta a dúvida cruel e insolúvel: estou sendo realmente vista como mulher ou estão sendo apenas gentis e educados comigo?

Esse paradoxo da passabilidade, apenas reflete a necessidade de um reconhecimento externo para reafirmar minha verdadeira identidade? Quão estáveis são as fundações que sustentam essa nova persona? Seis meses é muito pouco. É muito pouco tempo para me libertar dos hábitos auto-impostos que me permitiam passar despercebidamente como homem. Hábitos vestidos por tanto tempo que ainda custo a saber quem realmente sou, do que realmente gosto. Não há certo ou errado numa transição, apenas o desejo. Basta seguir o coelho branco. Experimentar para se reencontrar. Algumas peças desse enorme e complicado quebra-cabeça começaram a se encaixar, evidenciando ainda mais os vazios. As incertezas. Os medos.

Decisões importantes são cada vez mais iminentes. Fato é que ainda me sinto deveras perdida e despreparada para navegar por essas terras. Não esperava me tornar tão rapidamente o exemplo e a voz que me faltou. Lidar com essa responsabilidade é ao mesmo tempo excitante e assustador. Num mundo ainda muito carente por representatividade LGBTQ+ saudável, sei da importância da minha presença como professora trans e lésbica numa das maiores universidades do país. Não quero decepcionar. Mas um passo de cada vez. Essa semana comecei a juntar os documentos para dar entrada com o processo legal de alteração do registro civil.

Beijocas e uma excelente semana a tod_s!

Gabi
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2019.04.25 21:30 alanterr 7 Truques para ter uma [aparência magra] 👗 escolhendo as roupas certas

7 Truques para ter uma [aparência magra] 👗 escolhendo as roupas certas

Truques para aparência magra

Sejam mulheres gordinhas ou magras, pelo menos alguma vez na vida você já deve ter usado roupas que não favoreceram muito o seu corpo. Por isso, é muito importante que você conheça um pouco mais agora sobre os truques para ter uma aparência magra escolhendo as roupas certas.
Para conseguir esconder as gordurinhas indesejadas as mulheres apostam em diversas táticas. Mas, não são apenas dietas, (dieta cetogênica) plásticas, lipoaspiração e nem os tratamentos estéticos que sempre podem fazer a diferença nas medidas do corpo.
Atualmente, a moda vem ajudando muito as mulheres que estão com aqueles quilinhos a mais e que desejam escolher roupas lindas que não se resumem apenas nas peças da cor preta.

SAIBA TUDO SOBRE OS TRUQUES PARA TER UMA APARÊNCIA MAGRA ESCOLHENDO AS ROUPAS CERTAS

Saber acertar na escolha das roupas é sempre uma das melhores dicas, pois, uma roupa bem escolhida normalmente cumpre todas as funções, deixando a mulher muito mais bonita e elegante.
Com isso, saiba agora sobre os 7 truques para ter uma aparência magra escolhendo as roupas certas.

DICA 1

A cintura normalmente é a parte mais fina do corpo, por isso, nada melhor do que deixá-la em evidência. Se você possui uma silhueta mais reta, não deixe de usar esta dica. Assim, nunca opte por blusas ou vestidos largos, pois eles não irão te ajudar em nada. Esse é um dos truques mais valioso, portanto, se você não está muito contente com o seu corpo, comece a utilizá-la. Além disso, procure usar e abusar dos cintos, de blusas ou vestidos que tenham a cintura marcada.

DICA 2

Outro truque é o decote em V, pois eles alongam a silhueta e consequentemente irá te deixar mais magras. Dessa forma, toda atenção se voltará para esta parte do corpo, fazendo você parecer alguns quilinhos mais magra.

DICA 3

As estampas são excelentes truques, porém, ninguém precisa criar uma mistura exagerada de cores e desenhos pra se sentir fashion. As estampas menores em peças com fundos escuros ficam ótimas e não destacam os quilinhos a mais. As listras também são os extremos na hora de criar o look ideal, pois, elas podem engordar ou emagrecer em relação apenas de como usá-las. Por isso, a regra principal é você usar apenas as listras verticais. No caso de grossas ou finas, elas precisam ser usadas assim, pois as listras horizontais dão um aspecto de silhueta alongada.

DICA 4

O ideal mesmo para quem quer descobrir os truques na escolha das roupas e ter uns quilos a menos é escolher por peças com mangas, sejam elas curtas ou longas. Normalmente, os braços gordinhos evidenciam ainda mais os quilos a mais, por isso opte sempre as blusas com mangas, pois, mesmo as curtas já irão ajudar você a parecer mais magra.

DICA 5

As saias e os vestidos nos modelos evasê e cintura alta podem favorecer muito as suas medidas, pois, as pernas são sempre excelentes aliadas, por isso, mostre-as.
Além disso, não é porque você possui alguns quilinhos a mais que vai deixar de ser bonita, então procure mostrar as suas pernas, sempre pensando no melhor para não ficar parecendo vulgar.
O truque não é só de como parecer mais magra, mas também de como se sentir mais bonita.

DICA 6

Os tecidos estruturados ou também conhecidos como tecidos planos, diferentes da malha, são sempre o mais aconselhável para as pessoas que estão acima do peso, pois eles marcam muito menos as gordurinhas indesejadas.

DICA 7

No caso dos calçados, sempre opte por saltos mais grossos, os conhecidos também como salto bloco ou salto robusto, pois, eles podem criar um equilíbrio visual ao seu corpo ao contrário dos saltos finos, agulha que irão fazer você parecer mais gorda.
As sandálias devem ser as de tiras mais grossas e não as sandálias extremamente delicadas.

No caso dos demais calçados prefira sempre os mais robustos, pesados e se quiser alongar ainda mais a silhueta, escolha calçados da cor nude, pois eles criam ideia de continuidade das pernas, não cortam a silhueta te deixando mais alta e mais magra.

Além de saber de todos os truques para ter aparência magra escolhendo as roupas certas, procure também experimentar tudo o que você for comprar para que você não acabe errando e levando para casa roupas muito justa ou muito larga.
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2018.12.15 01:59 taish Guarda-roupa para mulheres trans, uma conversa

Pra acompanhar o belíssimo post do Marsh sobre transicionar as roupas dos meninos, vou deixar aqui pras meninas umas coisinhas que aprendi pelo caminho ^ ^ Não é muito, e o título do post é mais abrangente do que deveria, mas lembro de estar super perdida e querendo encontrar qualquer material trans-friendly. Ainda tenho imensas lacunas nessa área, então deixem suas dicas e hacks também!
O formato mais comum de corpo nas mulheres trans é o "triângulo invertido": ombros largos, quadril pequeno. Esse é um biotipo comum entre mulheres cis também, e não tem nada de errado com ele — porque todos os corpos são lindos <3 Mas às vezes a disforia se atravessa, e nesse caso, com estilo se resolve. Então várias dessas dicas são pensando em equilibrar o visual e deixar a silhueta mais harmônica.
Enfim, a dica mais importante: encontrem o estilo de vocês! Descubram as peças, estilos e cores que caem bem, e que vocês se sentem bem, bonitas e confiantes, porque esse é o objetivo.
E pra quem ficou com calafrios ao ler o post, nada de pânico! Dá pra viver full-time com um jeans, um all-star e um par de camisetas, e ir adicionando peça a peça, aos pouquinhos. Comecei assim, inclusive! Como todas as partes da transição, vai-se aos poucos, descobrindo no trajeto, que assim é que é legal.
E vocês, o que descobriram, quais suas peças preferidas? Deixem suas dicas também, e boa aventura!
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2018.02.25 09:01 Fabianomcs A troca (se gostarem mando mais) conteúdo e linguagem adulta!

 A Troca 
ROBERT atendeu o telefone tremendo, excitado: *"a-alo" *"oi" disse CLARICE, querendo parecer despreocupada *"oi, é a PRISCILA?" perguntou ROBERT ansioso, muito rápido, o que fez ele sentir um pouco de vergonha, estava se entregando. *"isso!" respondeu CLARICE bem alegre! *"tudo bem ? você tá meio nervoso? eu to!" falando bem rápido também , tentando deixar o momento mais relaxado. *"hahahaha é, mais ou menos, normal ne, ficar nervoso falando com uma mulherona como você " *"hahahaha ahhhh paaara!! você sabe que eu não ligo pra isso." *"mas deveria. você é linda demais! e Tem muitos malucos nesse mundo, você deveria tomar cuidado." *"eu tomo, te stalkeei online seu bobo. descobri TUDO." falando mais lentamento o tudo, pra dar um ar de superioridade mas também de comédia. *"aaahh tá!" disse ele, escondendo o medo na voz "até parece" *"HAHAAHAHAHAHAAH" RINDO ALTO MAS GOSTOSO "brincadeira seu bobo! ahahahah você deveria escutar a sua voz, você deve estar escondendo alguma coisa hein! " *"eeeeu?" controlando-se ROBERT fazendo a voz cool "claro que não, você já me conhece" Apesar de conhecerem-se online , era a primeira vez que se falavam no telefone, a primeira vez que ouvia a voz dela, seu riso o encantou da mesma forma que as fotos. Era uma graça , ruivinha, toda gostosinha. novinha , bem novinha como ROBERT gostava delas. Sua foto falsa no perfil das redes sociais permitia muitos contatos iniciais desse jeito. Quando encontravam-se, CARLOS o verdadeiro modelo das fotos , as levava até um lugar desolado de carro, pra fumarem maconha, beberem e relaxarem. aí ele as drogava e elas iam pra outro lugar.
*"mas me fala, vamos um dia desses ver um filme, sei lá.VOCÊ CURTE UM CINEMA NÉ." ROBERT perguntou tentando não parecer muito velho. *"AAHAHAH cara, eu posso ser novinha mas esse papo de cinema... vamos logo fumar um , escutando uma música lá em casa" *"na sua casa.. ?? Acho que não, PRISCILA. Você não disse que morava com umas amigas?" *"moro com uma amiga. mas ela também fuma. Tá viajando com o namorado , por isso te convidei né.. dãaa" numa voz tipo OBVIO NE BABACA ROBERT não era mais nenhum garoto. já estava começando a ficar careca e aparentava fortemente os seus 46 anos. também não era nada bonito , nem chegava perto do seu alter-ego CARLOS, moreno sedutor de garotinhas fazia um tipo Chris Isaac. ROBERT não podia deixar de cantar um trecho na cabeça de wicked game quando via o cara. Era engraçado. *"não sei, amore. Vou pensar sobre isso e te digo depois. sou meio contra de ir na casa dos outros, principalmente uma mulher sozinha, novinha como você. depois você fala que eu te estuprei sei lá, tem muita mulher maluca no mundo. Acho melhor a gente se falar mais um pouco , que tal?" *"queee isssso! um cavalheiro, nesses tempos de perdição! hahahaha" disse ela, tentando não parecer nervosa "você não entendeu, essa pode ser a ultima chance em muito tempo. eu devo me mudar em breve.aí não sei se depois de quanto tempo poderei receber um cara sozinha, pra fumar um beck , ouvir musica e dar uns beijos sem ter que me estressar. " *"ta ta taa você me convenceu já hahahha. não sou tão ótario assim a ponto de desperdiçar essa chance" Muito feliz, sorrindo demais. *"você pareceu bem otário online hahhah" disse ela respirando fundo. parece que ganhara essa.
A casa em petropolis era Longe do centro, praticamente um sítio. CARLOS iria na frente pra preparar o terreno enquanto ROBERT esperava no outro carro. parecia ser mais fácil do que pensavam, lugar isolado, iria pega -la e joga la na mala do carro. a longa viagem de volta iria acorda la e começaria o terror. quando chegassem em seu destino , so o passeio já a teria aterrorizado o bastante pra ele estar de pau duro. já estava de pau duro agora só pensando. Geralmente CARLOS demorava umas duas horas com elas, até fumar o baseado , escutar uma ou outra musica , a sedução. Ele gostava desse tipo de jogo de gato e rato dela confiar nele ao ponto de poder lava-la pra um lugar ermo. Ser tão cruel e inocente ao mesmo tempo!!! depois se ela bebesse com ele um vinho , colocava um boa noite cinderela no copo dela, ainda fingindo ser um gesto romântico e gentil..e se não bebessem, chegava ROBERT com o pano de clorofórmio..as vezes elas percebiam logo , por ele fazer muito barulho e elas ficavam aterrorizadas o que era uma pena. Carlos achava que a carne delas ficava melhor tenra. 3 horas e nada. ROBERT estava se preocupando, tentando não ligar para o cara, pensando em vestir a roupa de policial que tinha mala. Era bom eles terem esse esquema a muitos anos , era bom ter um parceiro nas suas fantasias mais loucas. eles tinham se preparado bem , sempre pensavam muito em como fazer essas coisas.Pena que a arma sempre ficava com CARLOS, ele tinha uma réplica de pistola mas era um covarde. Preferia suas vítimas presas e indefesas em seu poder. por isso sempre precisou de CARLOS, não conseguiria fazer isso sozinho. iria ligar primeiro, depois bateria na porta. CARLOS atendeu bem rápido, parecendo um pouco esbaforido. *"oi cara, to no banheiro. tava trepando. amigo... ela é demais" disse ele, meio rápido demais. *"porra, maluco!!! trepando??? achei que de repente tava guardando ela pra mim também né seu escroto ahhaha!! mas tranquilo de repente ela dorme e fica ainda mais fácil né. faz parte do jogo deixar ela bem relaxada" *"lógico! vou desligar, tenho que voltar , ela tá me chamando, TCHAU cara" mais estranho que o normal a voz dele mas a menina era muito gostosa, dava pra entender. demorou mais um pouco o celular vibrou WHATSAPP: Vem que ela ta pronta, a porta da frente tá destrancada, pula o portão. *"ESTRANHO. é difícil ele mandar um whats. mas foda se o importante agora era fazer tudo rápido antes de aparecer alguém , vai saber né. a garota pode estar mentindo ou alguém chegar mais cedo da viagem, poderia dar uma porrada de coisa errado, tenho que ser rápido." pensou A casa era gigante, com uns 8 quartos ou mais. tinha umas duas luzes acesas e era só, CARLOS era sempre bem cuidadoso com detalhes, um cara bom pra se trabalhar. ROBERT entrou sem fazer um som sequer tirando o baque dos sapatos batendo no chão após pular o muro. Estava em boa forma , e o muro não fora nenhum impecilho. a porta estava entreaberta. Um pequeno corredor pra colocar casacos e guarda chuvas , dava pra uma sala gigante, com lareira e tudo. pesadas cortinas fechavam as janelas, poltronas e um tapete completava o que ROBERT podia ver da casa. estava tudo escuro e ele tentava ajustar a sua visão, e vira uma mão como se alguém estivesse sentado na poltrona funda e enorme que estava voltada pra lareira. se aproximou devagar , olhando os quadros gigantes que emolduravam o que podia ver na escuridão, um homem e uma jovem, com roupas antigas era o destaque por cima da lareira ,algumas brasas ainda acesas . *"CARLOS??" disse em voz normal, não muito alto percebeu movimento no canto esquerdo dos olhos e se virou para o que parecia ser uma escada e uma pessoa descendo , uma figura de mulher envolvida por sombras. tentou achar os interruptores para acender as luzes mas não havia nenhum. *"que porra é essa" pensou "cade a merda dos interruptores?" *"quem está descendo aí?? aqui é a polícia, porra" geralmente isso faz as pessoas pararem , responderem , a policia do Rio não é pra se brincar. mas o silêncio que imperou o deixou morrendo de medo e a figura continuava sua lenta descida, sem fazer um som. se apavorou e tentou voltar para o corredor quando percebeu uma silhueta em volta da luz na porta, uma outra pessoa estava do lado de fora. A porta se fechou e trancou tão rápido que não permitiu a sua reação.A ultima coisa que sentiu antes de desmaiar foi o cheiro intenso de químico, provavelmente de clorofórmio enquanto alguém o agarrava com força por trás, tanta força que ele nem conseguiu se mexer.
 2 
CARLOS deu dois toques na campainha e ficou esperando. Estava frio , eram quase 6 horas da tarde e tinha chovido. Estavam no meio de um inverno bem frio , até mesmo para os padrões de petrópolis. O portão abriu automaticamente e ele estacionou em frente da casa. Viu um movimento na porta da frente, e ela estava aberta. Foi adentrando a casa, devagar mas confiante para não estragar a sua vibe de gostoso. "priscila?" falou meio alto,no meio da sala escura e estranha. *"senta aí ! já to descendo!! bebe alguma coisa, tem um copo aí no encosto da cadeira!" gritou ela no altar de cima. *"beleza" respondeu, se sentando. A sala era bem velha, como se fosse decorada por alguém da idade de sua avó. Tinha uma lareira, alguns quadros, duas poltronas grandonas bem confortáveis de couro com encostos e lugares pra copo *"que nem no cinema!" pensou bebeu o melhor uisque da sua vida. que maravilha, nunca tinha sido tão bom, a vida era bela. ia pegar essa garotinha e quando menos esperasse estaria fazendo comida com uma das partes dela. as vezes era da bunda, as vezes os seios.. ele curtia cozinhar. acendendo o baseado,relaxou... e depois de 15 minutos estava dormindo. acordou e estava em outro lugar. algemado em uma trave de madeira em algum tipo de porão. a boca estava tapada com silver tape.Na sua frente uma pessoa com uma máscara de coelho estava sentada, olhando.Era uma mulher. *"eu peguei sua arma, então nem adianta tentar espernear ou tentar abrir as algemas. a coisa aqui vai demorar um pouquinho." disse CLARICE *"mmmmmmmmmm!!!!" tentou falar mas nada saiu obviamente. *"ta, olha só. eu vou ser rapidinha. eu sei quem você é. eu hackeio as pessoas , vivo disso. eu filmei o que você e seu amigo fazem. eu segui vocês eu vi o que você fez com uma menina. Cara você comer elas é uma ironia muito grande. puta merda eu vou tirar uma foto da sua cara quando você ver o que vai acontecer contigo hahahahaah" disse ela rindo muito e tirando a arma do bolso. isso fez ele se contorcer como uma minhoca. CLARICE colocou a arma na cabeça dele. *"mermão, para com essa merda" saiu da boca dela e era tão estranho, que ele parou realmente. ela parecia ser uma menina doce , ele ouvira a ligação que ROBERT tinha gravado, como ela conseguiu engana-lo tão facilmente? *"isso beleza. Agora escuta. só tem um jeito de você *NÃO morrer aqui. eu vou ligar pro teu parceiro lá fora e ele você vai dizer umas coisas pra ele. NADA de falar qualquer coisa com ele ou tentar avisar. algo nesse sentido eu atiro na sua cabeça na hora. Você entendeu?" fez que sim com a cabeça. tentaria avisar , sim mas com o tom da voz ao invés de palavras. vamos ver se ROBERT pescava. Depois da ligação, fez uma jogada, antes dela colocar a fita na boca dele de novo: *"Eu sempre mando uma mensagem de whats pra ele.Vai ficar estranho se eu não mandar" mentiu. *"pode ditar" disse ela com o celular na mão. ROBERT acordou no mesmo PORÃO que CARLOS mas algemado na parede como num castelo medieval. quanto tempo esteve dormindo.?? que porra é essa que tá acontecendo?? *"eei! o que tá acontecendo aqui!", gritou "me solta filho da puta, senão eu te mato!" ele sentiu outra pessoa no canto escuro a direita, alguém com máscara mas não dava pra ver o que era. *"ROBERT"? ele reconheceu a voz de PRISCILA. *"pri, é você?" respondeu. *"sou eu!" disse ela desesperada. *"tambem estou presa aqui!!" Era um angulo estranho para ve- la direito e a escuridão do recinto apesar de não ser completa (havia uma pequena fonte de luz em algum lugar) era bastante escuro pra não ver que ela estava solta. *"meu deus o que tá acontecendo" "é algum maluco" disse ele desesperado. "temos que tentar nos soltar" *"hahahahah eu não aguento hahaah" riu CLARICE, deixando o totalmente confuso. "não, robert. maluco aqui só você e seu amigo CARLOS"
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Mesmo fechando os olhos, ROBERT não conseguia afastar a lembrança da criatura comendo CARLOS vivo. seus gritos nunca sairão da sua mente. já preso a 3 dias, mas recebendo comida e água o corpo apodrecido não o deixava dormir. PRISCILA tinha vindo e contado tudo a ele. Como hackea-lo tinha sido fácil, como eles deixaram o sucesso de nunca terem sido apanhados subir a cabeça ao ponto dele postar algumas coisas na deep web. Como o orgulho dele haviam condenado os dois. Depois ela passou um video, só mostrando a ele coisas que fariam com ele, torturas medievais da igreja católica que mostravam um mundo de dor, e formas de morrer bem lentamente, sofrendo muito. Tinha um homem no vídeo pedindo para morrer. Depois veio a criatura.
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2017.12.02 20:00 autobuzzfeedbot 21 tatuagens totalmente tubulares inspiradas em “Stranger Things”

  1. Lembrete importante.
  2. Esta marquinha básica que qualquer fugitivo do Laboratório Hawkins precisa ter.
  3. Este tributo ao melhor personagem de todos: o bastão do Steve.
  4. Esta homenagem a todas as mulheres, de todo lugar.
  5. Esta adorável ode ao compromisso.
  6. Esta fabulosa e detalhada silhueta.
  7. Esta vã cheia de gente malvada voando.
  8. Essa fita cassete inesquecível.
  9. Esta fabulosa máquina de fliperama.
  10. Este eggo assombrado.
  11. Este adorável par de waffles.
  12. O Dustin no baile.
  13. Este uso esperto de lettering.
  14. Esta detalhada versão abstrata da Eleven.
  15. Este Demogorgon até meio bonitinho.
  16. Esta caixa colorida cheia de guloseimas.
  17. Esta linda ilustração da melhor frase dita por Hopper.
  18. Estas imagens incríveis da mente da Eleven.
  19. Este diamante colorido e cheio de mistérios.
  20. Esta tatuagem que diz tudo.
  21. E esta fantástica criaturinha travessa.
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2016.03.28 03:18 KyroshiNero Devil may cry Theory, NERO IS VERGIL teoria de Devil may cry NERO É O VERGIL

HE IS NOT, BUT YOU CAN READ IT, IT STILL MAKES SENSES(a litlle :v) Nero na verdade é o Vergil, como uma reencarnação ou uma casca dele ou ate mesmo o filho. Nero obviamente é parecido com Dante (gêmeo do Vergil), usa a Yamato perfeitamente sendo que o próprio Dante não consegue usa-la por completo (é muito lento). O devil trigger do Nero faz aparecer uma silhueta parecida com o Nelo angelo, a forma do Vergil enquanto controlado por mundo, e também a sua ultima forma na terra (engraçado, Nero/Nelo, e angelo é o nome dos inimigos do dmc 4, angelo credo, angelo agnus além de lembrar anjo que o oque eles aparentam enfrentar(não são anjos, são demonios)) e ate mesmo tem a bainha da Yamato acoplada ao braço esquerdo igual ao devil trigger do Vergil. Quando Nero entra no D.T pela primeira vez ele mesmo diz: “desde o dia em que meu braço mudou uma voz ecoava na minha cabeça, poder, me de mais poder”, Vergil era obcecado por poder e talvez ele estivesse no subconsciente do Nero querendo poder o bastante para se libertar? Nero também foi capaz de reconstruir a Yamato, coisa que nem mesmo a ordem conseguiu e olha que eles fizeram coisas insanas, como o portal artificial para o mundo dos demonios. No dmc 4 special edition o Nero tem uma skin onde a roupa dele e seu braço ficam azuis igual ao Vergil, coincidência? Durante seu D.T ele atira espadas igual ao Vergil e seu D.T e azul igual a quem? VERGIL. Mais uma coisa, ele é canhoto, ele usa a Red queen na mão esquerda mas do nada resolve usar a Yamato na mão direita. Ainda penso que Dante acha que Nero e Vergil tem alguma ligação, ele ficou o jogo todo atrás da Yamato que é uma espada poderosa que pertenceu a seu irmão e bla bla bla. Quando ele viu que o Nero estava com ela ele falou que ela tinha que ficar com a família e tal mas depois deixa ele ficar com ela por enquanto. Quando o jogo acaba o Dante deixa ele ficar com a Yamato definitivamente, por que diabos ele ia deixar uma espada tão poderosa e importante nas mãos de alguém? Lembrando que não sabemos a origem do Nero e nem como a Yamato foi parar com a ordem mas sabemos que Nero de fato é descendente ou pelo menos tem o sangue de Sparda, visto que era necessário alguém com o poder dele para ativar a estatua(Savior). EDIT: não vejo o Vergil engravidando uma mulher já que ele entregaria a humanidade para se tornar um demonio completo e ter mais poder, porque ele amaria alguem sendo que amor é um sentimento tao humano? se Nero é filho dele só pode ser criado artificial. EDIT2: estive pensando e acho q Nero pode ter sido criado por mundus porque afinal, controlar o filho do seu maior inimigo não tem preço :V.
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